Mundo não quer que o Afeganistão seja independente, diz líder supremo do Talibã
O emir do Afeganistão, Mawlawi Hebatullah Akhundzada, falou durante uma reunião de clérigos realizada na Uma Loya Jirga em Cabul
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247 - O líder do Emirado Islâmico do Afeganistão, Mawlawi Hebatullah Akhundzada, disse nesta sexta-feira, 1, que o mundo não quer que o Afeganistão seja independente e que ele não aceitará ordens estrangeiras sobre como interagir, mesmo que uma bomba atômica seja usada contra o Talibã. O líder falou durante uma reunião de clérigos realizada na Uma Loya Jirga em Cabul.
Esta foi a primeira vez que se sabe que Akhundzada viajou de sua base em Candar para Cabul desde que o Talibã tomou a capital afegã em agosto do ano passado.
Ele também teria dito que o mundo deveria parar de dizer ao Talibã como administrar o país. Seu governo vem sendo alvo de pressão internacional em relação ao tratamento das mulheres.
“Por que o mundo está interferindo em nossos assuntos? Eles dizem 'por que você não faz isso, por que você não faz aquilo?' Por que o mundo interfere no nosso trabalho?", questionou Akhundzada.
Ele descreveu o sucesso do Talibã em tomar Cabul e expulsar forças estadunidenses como "uma guerra de crença e Sharia" e agradeceu àqueles que "apoiaram nosso Jihad".
“O sucesso da Jihad afegã não é apenas uma fonte de orgulho para os afegãos, mas também para os muçulmanos de todo o mundo”, disse Akhunzada no discurso, segundo a agência de notícias estatal Bakhtar. (Com informações da agência Tolo).
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