Mulheres trans são impedidas de sair da Ucrânia por decreto que proíbe homens de deixar o país

Desde o decreto, ativistas de direitos humanos relatam que mulheres trans, mesmo com certidões que comprovam a mudança de gênero, são proibidas de cruzar a fronteira

(Foto: Reprodução)


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247 - Reportagem publicada nesta terça-feira, 22, no jornal inglês The Guardian mostra que mulheres transexuais vêm enfrentando dificuldade para cruzar a fronteira da Ucrânia para a Polônia, por conta do não reconhecimento de sua identidade de gênero.

Na Ucrânia, homens estão proibidos de deixar o país. De acordo com relatos, os que não se juntam aos esforços de guerra ou não seguem a linha dos nacionalistas são humilhados publicamente.

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Desde o decreto, em 24 de fevereiro, ativistas de direitos humanos relatam que mulheres trans, mesmo com certidões que comprovam a mudança de gênero, são proibidas de cruzar a fronteira.

Judis, uma mulher transgênero que tentou sair do país no dia 12 de março, mas foi detida por soldados, contou ao jornal inglês que foi insultada.

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"Você é um homem, caia fora daqui", disse um militar à ucraniana. "Ele me disse que eu deveria ser grata por não chamarem a polícia, mesmo que eu tenha um documento legal que prove que sou mulher", contou ela. 

"Os guardas te despem e tocam seu corpo inteiro. Dá para ver no rosto que eles ficam se perguntando 'quem é essa pessoa?' como se você fosse um animal ou algo do tipo", acrescentou Judis, referindo-se à experiência traumática.

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Segundo declarou ao The Guardian, Judis ainda não desistiu de tentar sua saída do país. "Quero ser livre para fazer o que quiser", diz. "Vou tentar cruzar a fronteira novamente porque é um direito meu".

Segundo a Rainbow Europe, a Ucrânia ocupa a posição 39 no ranking de 49 países europeus com melhores condições para os LGBTQIA+. Casamento entre pessoas do mesmo sexo não é permitido no país e não existe uma legislação sólida para proteger LGBTQIA+. O governo passou a reconhecer a identidade de pessoas transexuais somente em 2017.

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