Mulheres são marginalizadas em liderança de organizações multilaterais, mostra novo estudo

Relatório listou 13 instituições que nunca foram chefiadas por uma mulher desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a maioria foi criada, incluindo a ONU

Chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo Iweala
Chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo Iweala (Foto: REUTERS/Arnd Wiegmann)


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WASHINGTON (Reuters) - As mulheres ocuparam apenas 12% dos principais cargos em 33 das maiores organizações multilaterais desde 1945, e mais de um terço desses órgãos, incluindo os quatro grandes bancos de desenvolvimento, nunca foram liderados por uma mulher, apontou um novo estudo divulgado nesta segunda-feira. 

Cinco dos órgãos tiveram apenas uma mulher como presidente uma vez em sua história, e isso inclui a atual chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo Iweala, de acordo com o relatório elaborado pelo GWL Voices for Change and Inclusion, um grupo de defesa composto por 62 lideranças femininas da atualidade e do passado.

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O estudo, que será divulgado durante a reunião desta semana da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação da Mulher, pede representação proporcional de mulheres em todos os níveis de organizações multilaterais, desde filiais até sedes, bem como em secretarias e órgãos de governança.

“A verdade é que os números importam”, disse Maria Fernanda Espinosa, ex-ministra das Relações Exteriores do Equador que atuou como presidente da Assembleia Geral da ONU de 2018 a 2019.

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"Somos 50% da população mundial, então é uma questão de justiça demográfica, para começar", disse ela à Reuters em entrevista na sexta-feira. "Mas também acredito que as mulheres trazem essa combinação de liderança, sabedoria e empatia e, às vezes, uma compreensão ainda maior do que está acontecendo no mundo."

Desde 1945, as 33 instituições estudadas tiveram 382 dirigentes, mas apenas 47 eram mulheres, mostrou o relatório. E, apesar do progresso recente, apenas um terço das instituições são atualmente chefiadas por mulheres.

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O GWL Voices disse que lançará uma versão mais extensa do relatório em setembro, que também examinará as equipes de gerenciamento sênior e os órgãos de governança das 33 instituições. O grupo disse que está pressionando por reformas de governança que podem "acelerar a transição para uma liderança com equilíbrio de gênero".

O relatório listou 13 instituições que nunca foram chefiadas por uma mulher desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a maioria desses órgãos foi criada, incluindo o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas e algumas agências da ONU.

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