Mulheres protestam contra o machistério de Temer
Nesta segunda-feira, em Portugal, Myriam Suazo, presidente do Foro Euro latino-americano de Mulheres, leu comunicado de protesto ao governo de Michel Temer pela ausência de mulheres e desrespeito à diversidade; "Em pleno 2016 é inconcebível um governo sem representação feminina e de minorias. As conquistas e direitos das mulheres estão relacionadas diretamente aos espaços políticos de sua participação e representação", diz o texto; "O governo interino do vice presidente Michel Temer além de retroceder, desencoraja mulheres e minorias a buscar espaços na política do Brasil"
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247 – Nesta segunda-feira, em Portugal, Myriam Suazo, presidente do Foro Euro latino-americano de Mulheres, leu comunicado de protesto ao governo de Michel Temer pela ausência de mulheres e desrespeito à diversidade. O comunicado será encaminhado pelo Fórum Euro-Latino-Americano da Mulher. Leia, abaixo, a íntegra:
COMUNICADO DE PROTESTO
Nas últimas décadas, sobretudo após o fim do regime militar de exceção, o Brasil , na busca de uma maior representatividade de nossa rica diversidade, tem se dedicado à luta democrática e de inclusão social. Vivemos portanto uma onda de conquistas que, apesar de ainda insuficiente, tem sido fundamental para o desenvolvimento da democracia com justiça social.
Das mudanças políticas no Brasil, que afastaram do cargo a primeira mulher eleita presidenta da República, emergiu um governo interino composto exclusivamente por homens brancos, sem respeito as diversidades do povo brasileiro.
Em pleno 2016 é inconcebível um governo sem representação feminina e de minorias. As conquistas e direitos das mulheres estão relacionadas diretamente aos espaços políticos de sua participação e representação.
A representatividade não é meramente simbólica. Tem consequências diretas na vida política e social dos países. O governo interino do vice presidente Michel Temer além de retroceder, desencoraja mulheres e minorias a buscar espaços na política do Brasil.
Defendemos que as políticas públicas não sejam interrompidas e protestamos contra o enfraquecimento institucional da agenda das mulheres, com redução de ministérios e a não participação das mulheres no primeiro escalão do governo.
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