Mujica: impeachment de Dilma tem cheiro de golpe

O ex-presidente do Uruguai e atual senador José Mujica afirmou que o afastamento da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, “tem cheiro de golpe de Estado”; “Por mais que a decisão tomada no Brasil seja legal, tudo não deixa de ter um cheiro de golpe de Estado, porque uma decisão popular expressada em votos foi alterada, não por assuntos penais, o que poderia se entender, mas por uma questão de má administração ou como queira chamar”, disse; Mujica ainda lembrou que o presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, é “acusado e processado na Justiça”

O ex-presidente do Uruguai e atual senador José Mujica afirmou que o afastamento da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, “tem cheiro de golpe de Estado”; “Por mais que a decisão tomada no Brasil seja legal, tudo não deixa de ter um cheiro de golpe de Estado, porque uma decisão popular expressada em votos foi alterada, não por assuntos penais, o que poderia se entender, mas por uma questão de má administração ou como queira chamar”, disse; Mujica ainda lembrou que o presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, é “acusado e processado na Justiça”
O ex-presidente do Uruguai e atual senador José Mujica afirmou que o afastamento da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, “tem cheiro de golpe de Estado”; “Por mais que a decisão tomada no Brasil seja legal, tudo não deixa de ter um cheiro de golpe de Estado, porque uma decisão popular expressada em votos foi alterada, não por assuntos penais, o que poderia se entender, mas por uma questão de má administração ou como queira chamar”, disse; Mujica ainda lembrou que o presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, é “acusado e processado na Justiça” (Foto: Valter Lima)


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Opera Mundi - O ex-presidente do Uruguai e atual senador José Mujica afirmou na noite desta quinta-feira (12/05) que o afastamento da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, “tem cheiro de golpe de Estado”.

“Por mais que a decisão tomada no Brasil seja legal, tudo não deixa de ter um cheiro de golpe de Estado, porque uma decisão popular expressada em votos foi alterada, não por assuntos penais, o que poderia se entender, mas por uma questão de má administração ou como queira chamar”, afirmou Mujica em entrevista à rádio uruguaia M24.

Mujica disse que o presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, é “acusado e processado na Justiça”. Temer foi condenado no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) no início de maio a pagar uma multa de R$ 80 mil por ter feito uma doação na campanha eleitoral de 2014 acima do máximo permitido por lei. O presidente em exercício foi citado em depoimentos na Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal, mas não é formalmente investigado.

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Para o ex-presidente uruguaio, a decisão do Congresso de afastar Dilma foi um “dramático remendo” e irá agravar os problemas econômicos do Brasil. Mujica também criticou as medidas de austeridade que deverão ser adotadas pelo governo e pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“A política de cortes, de diminuição de despesas, pelas razões que forem, não vou discuti-las, estão repercutindo nas despesas sociais e, naturalmente, no campo dos salários mais baixos, de piores receitas. Como sempre, os setores mais frágeis quando a economia se ressente são, em geral, os mais afetados, disse.

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Mujica disse que os “40 milhões de pessoas que viviam em estado de pobreza” antes dos governos do PT serão os que mais sofrerão com a crise econômica. O ex-presidente do Uruguai citou a Argentina como exemplo de um país da região que mudou de governo e “multiplicou abruptamente” o número de pessoas pobres.

Mujica afirmou que o sistema político brasileiro “está doente” e defendeu a convocação de novas eleições por conta do “descrédito geral” na política do país.

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