Mujica defende novas eleições na Venezuela, sem Maduro ou Guaidó

"O ideal para a Venezuela é que houvesse eleições em que nenhum desses dois personagens fossem candidatos e que as pessoas escolhessem, porque se algum deles estivesse lá haveria uma espécie de vingança", declarou Mujica à Rádio Sarandí

Mujica defende novas eleições na Venezuela, sem Maduro ou Guaidó
Mujica defende novas eleições na Venezuela, sem Maduro ou Guaidó (Foto: Sputinik)


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Sputinik – O presidente do Uruguai, José 'Pepe' Mujica (2010-2015), disse a uma rádio local nesta sexta-feira que o "ideal" para resolver a situação da Venezuela é realizar eleições nas quais nem o presidente Nicolás Maduro, nem o líder da oposição Juan Guaidó, venham a participar.

"O ideal para a Venezuela é que houvesse eleições em que nenhum desses dois personagens fossem candidatos e que as pessoas escolhessem, porque se algum deles estivesse lá haveria uma espécie de vingança", declarou Mujica à Rádio Sarandí.

Segundo suas palavras, quando uma das partes é "esmaga sem misericórdia", gera que ainda há conflito, já que muitas pessoas ficarão ressentidas. Nesse sentido, ele considerou que, para sair de um "confronto grosseiro" como o que a Venezuela está passando, a oposição e o chavismo devem viver juntos.

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Ele explicou que o discurso político sobre democracia que está sendo usado para criticar o governo de Maduro esconde um "jogo de interesses", já que para outros casos, como o do ditador chileno Augusto Pinochet (1973-1990), a ideia usada foi a da autodeterminação dos povos.

Vários países da região, incluindo os EUA, e governos de outras partes do mundo ignoraram o segundo mandato de Maduro, que começou em 10 de janeiro, porque qualificaram as eleições de maio de 2018 como ilegítimas.

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Esses governos insistem em uma mudança de poder através da convocação de novas eleições, e até então o líder da oposição, que se declarou presidente "no comando" em 23 de janeiro, estaria à frente da Venezuela.

Maduro acusou Guaidó de ser um fantoche dos EUA e Washington de orquestrar uma tentativa de golpe, após o que ele rompeu relações com os Estados Unidos.

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"Sem dúvida, a Venezuela é uma peça no jogo geopolítico, é o único ponto no qual democratas e republicanos [dos EUA] estão começando a concordar, embora não o digam. Essa é uma mudança substantiva. A China atirou demais, então o que está acontecendo na Venezuela está no capítulo das contradições entre os EUA e a China", ponderou Mujica.

Mujica, ex-guerrilheiro nas décadas de 1960 e 1970, foi deputado, senador e ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca antes de chegar à Presidência do Uruguai, nas eleições de 2009.

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