Movimentos e universidades cobram OEA sobre liberdade de expressão na Argentina

O pedido vem após a aplicação de uma série de decretos que visava acabar com a Lei de Meios por parte do presidente, Mauricio Macri, mas que já foi restabelecida pela Justiça Federal; as entidades esperam que a a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA) solicite relatórios do governo argentino a respeito da atual situação

O pedido vem após a aplicação de uma série de decretos que visava acabar com a Lei de Meios por parte do presidente, Mauricio Macri, mas que já foi restabelecida pela Justiça Federal; as entidades esperam que a a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA) solicite relatórios do governo argentino a respeito da atual situação
O pedido vem após a aplicação de uma série de decretos que visava acabar com a Lei de Meios por parte do presidente, Mauricio Macri, mas que já foi restabelecida pela Justiça Federal; as entidades esperam que a a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA) solicite relatórios do governo argentino a respeito da atual situação (Foto: Gisele Federicce)


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Opera Mundi - Um conjunto de organizações sociais e universidades públicas argentinas solicitará nesta sexta-feira (15/01) à CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA) ações concretas e um posicionamento sobre a situação da liberdade de expressão na Argentina.

O pedido vem após a aplicação de uma série de decretos que visava acabar com a Lei de Meios por parte do presidente, Mauricio Macri, mas que já foi restabelecida pela Justiça Federal.

Os coletivos — entre eles, o CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais) — esperam que a CIDH solicite relatórios do governo argentino a respeito da atual situação. Eles acudem à CIDH por ser "um espaço institucional relevante no que diz respeito à proteção dos direitos humanos" na América Latina.

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Segundo essas organizações, é preciso que a CIDH "intervenha oportunamente através de ações que considerem apropriadas dentro de suas competências para manifestar sua preocupação pelo que foi feito".

"A suspensão da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual [Lei de Meios] atenta contra os direitos à informação e à liberdade de expressão", advertiu Diego Morales, diretor da área de Litígio do CELS, ao jornal Página 12.

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O CIDH já havia demonstrado inquietação em relação às mudanças do sistema legal de de serviços de comunicação audiovisual no país por meio de uma carta. Na ocasião, o organismo autônomo da OEA pediu "elementos sobre a suposta legalidade das medidas adotadas e contém uma solicitação de informação sobre tudo que foi atuado pelo governo de Mauricio Macri em matéria de liberdade de expressão".

Decretos

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Por meio de uma série de decretos, Macri tentou anular a Lei de Meios em vigor no país, dissolvendo ainda as agências Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual) e Aftic (Autoridade Federal de Tecnologias da Informação e das Comunicações) para fundi-las no recém-criado Ente Nacional de Comunicações (Enacom). Nesta semana, contudo, todos esses decretos foram anulados por uma decisão de dois juízes federais.

Apesar disso, os funcionários da Afsca — responsável por monitorar a Lei de Meios no país a fim de evitar monopólios por parte de empresas de comunicação — alegam que foram proibidos pela Polícia Federal de ingressar no edifício da agência, mesmo após a anulação dos decretos.

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"Existe um governo eleito por voto popular que atua como um governo autoritário, de fato, desobedecendo as ordens judiciais e isto é grave. Estão usando a polícia como força de choque para desobedecer uma ordem judicial", afirmou o presidente da Afsca, Martín Sabbatella, à Pagina 12.

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