Movimento antivacina na França falsifica atestados de imunização e promove ataques em postos de saúde

A França atravessa a quarta onda de covid-19 por conta da variante delta, que representa 83% das contaminações. A média de novos casos diários saltou de menos de 2 mil no final de junho para mais de 21 mil atualmente

Protestos contra a obrigatoriedade do passaporte sanitário na França
Protestos contra a obrigatoriedade do passaporte sanitário na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)


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247 - Na França, alguns preferem não tomar a vacina contra a covid-19 e pagar centenas de euros para obter falsos atestados, enquanto outros, mais radicais, atacam postos de saúde. Apesar de quase 53% da população francesa já ter o ciclo de imunização completo, céticos e antivacinas ameaçam o avanço da campanha no país, em meio a protestos nas ruas que vêm se intensificando nas últimas semanas. A reportagem é do portal da BBC Brasil. 

Pelo menos uma dúzia de postos de vacinação foram vandalizados na França, alguns chegaram a sofrer inundações e incêndios. Locais de testes de covid-19 também foram depredados.

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Recentemente, a polícia francesa desmantelou redes que falsificavam atestados de vacinação, vendidos entre €250 e €500 (cerca de R$ 1,5 mil e R$ 3,1 mil). Os investigadores puderam identificar, no caso de apenas um grupo, 400 pessoas que haviam obtido o documento sem tomar a vacina.

Algumas gangues vendiam pela internet documentos que seriam facilmente identificados como falsos. Mas há também casos de redes de falsos atestados realizados em postos de vacinação, com a cumplicidade de profissionais do local com acesso aos servidores do sistema de saúde. Eles emitiam comprovantes de vacinação com códigos de barras válidos quando escaneados para pessoas que não se vacinaram.

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O atestado de vacinação completa, chamado "passe sanitário", se tornou um documento vital para ter acesso à maioria dos lugares na França.

Ele é exigido desde 21 de julho em locais culturais, como cinemas e museus, e, a partir de 9 de agosto, será necessário também para ir a restaurantes, bares, hospitais (exceto emergências) e para realizar viagens de longa distância no país por trem ou avião.

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