Motoristas terão de fazer curso sobre igualdade de gênero para ter habilitação na Argentina

Para ter carteira de motorista na Argentina, os futuros condutores deverão estudar assuntos como desigualdade entre homens e mulheres, machismo estrutural, misoginia, feminicídio e a presença da mulher no setor de transportes

(Foto: Reprodução)


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247 - A Agência Nacional de Segurança Viária da Argentina vai obrigar os futuros motoristas do país a estudar o curso de igualdade de gênero que inclui assuntos como desigualdade entre homens e mulheres, machismo estrutural, misoginia, feminicídio e a presença da mulher no setor de transportes.

A medida já está em vigor e pretende combater a violência contra a mulher no trânsito.

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De acordo com reportagem de Vitor Paiva, do Hypeness, o uso do curso para habilitação como meio para se ensinar sobre identidade e violência de gênero, entre tantos outros temas dentro do universo, é um exemplo interessante sobre como combater problemas estruturais.

“As grandes mudanças socioculturais e tecnológicas produzidas através dos anos trouxeram consigo a necessidade de adaptar os conteúdos dos cursos de formação, como assim também do exame teórico, motivo pelo qual faz-se necessário a reformulação de tais conteúdos, a fim de garantir a inserção na via pública de condutores idôneos e responsáveis, com conhecimentos atualizados em relação às novas tecnologias automotivas e principais regras para uma condução segura e eficiente”, escreve a resolução publicada no Diário Oficial da Argentina.

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Entre os tópicos a serem estudados no curso, estão Masculinidades: patriarcado e heteronormatividade; Mitos sobre a violência; Feminicídios, Transfeminicídios; e Crimes de Ódio’, em temas como ‘Recursos, ferramentas e formas de abordagem contra a violência na condução de veículos e no transporte; Acesso e participação de mulheres; e diversidades no setor de transporte, entre outros.

O Ministério do Transporte da Argentina ainda irá publicar um ‘Manual Especial‘ para transformar as placas de trânsito a partir da perspectiva da igualdade de gênero – traduzindo as placas atuais para uma linguagem inclusiva, com gênero neutro e alterando as terminações em ‘a’ e ‘o’ para ‘e’.

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“O documento promove, entre outras coisas, o uso da linguagem inclusiva, reconhecendo e visibilizando as mulheres e a diversidade, coletivos até agora invisibilizados no setor do transporte, fruto dos estereótipos e das limitações culturais vinculadas com competências supostamente masculinas”, afirma o texto.

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