Moscou e Kiev se aproximam do status neutro da Ucrânia, diz principal negociador russo
Os dois lados estão "no meio do caminho" na questão da "desmilitarização", embora a situação em torno da "desnazificação" da Ucrânia permaneça "estranha"
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Do RT - Moscou e Kiev alcançaram certo progresso nas negociações em andamento, colocando suas posições sobre o status potencial da Ucrânia "o mais próximo possível", disse o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, na sexta-feira.
“O tema do status neutro e da não adesão da Ucrânia à OTAN é uma das questões-chave das negociações. Esta é a questão sobre a qual os partidos aproximaram suas posições o mais possível”, afirmou Medinsky. “Depois começam os detalhes relativos às garantias de segurança que a Ucrânia recebe, além das já existentes em caso de sua recusa em ingressar no bloco da OTAN.”
Outras questões, no entanto, como as demandas russas para “desmilitarizar” e “desnazificar” a Ucrânia, continuam sendo objeto de debate. As delegações estão apenas "na metade" de encontrar um terreno comum sobre a primeira questão, revelou Medinsky, enquanto a situação com a segunda permanece "bastante estranha", com Kiev continuando a negar a própria existência de neonazistas no país.
Os colegas ucranianos acreditam que não há formações nazistas na Ucrânia”, explicou o funcionário.
As delegações russa e ucraniana realizaram várias rodadas de negociações desde o início das hostilidades no final de fevereiro. As negociações ainda não produziram nenhum resultado tangível, exceto por Kiev e Moscou concordarem em organizar corredores humanitários para evacuar civis das zonas de combate.
Moscou atacou seu vizinho no mês passado após um impasse de sete anos sobre o fracasso da Ucrânia em implementar os termos dos acordos de Minsk de 2014-15 e o eventual reconhecimento da Rússia das repúblicas de Donbass em Donetsk e Lugansk. Os protocolos mediados pela Alemanha e pela França foram projetados para regularizar o status dessas regiões dentro do estado ucraniano.
A Rússia também delineou os objetivos de “desmilitarizar” e “desnazificar” o país. Kiev afirma que a ofensiva russa foi completamente espontânea e negou as alegações de que planejava retomar as duas repúblicas pela força.
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