Moscou diz que mercenários americanos detidos na Ucrânia não estão sujeitos à Convenção de Genebra
Mercenários americanos capturados na Ucrânia não podem contar com a proteção da Convenção de Genebra, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov
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Sputnik - Mercenários americanos capturados na Ucrânia não podem contar com a proteção da Convenção de Genebra, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov.
O secretário de imprensa chamou dois norte-americanos capturados durante o conflito ucraniano de "soldados da fortuna" e enfatizou que estavam envolvidos em atividades ilegais na Ucrânia e atiraram contra os militares russos.
"Eu não explicaria o lado legal de seu cativeiro. Uma coisa é clara: eles cometeram crimes. Eles não são membros do Exército ucraniano. A Convenção de Genebra não se aplica a eles", explicou.
"Eles ameaçaram suas vidas e devem ser responsabilizados pelos crimes que cometeram", concluiu Peskov.
O Departamento de Estado dos EUA confirmou que os dois cidadãos norte-americanos capturados na Ucrânia foram participar de hostilidades ao lado de Kiev.
Alexander John-Robert Drueke e Andy Tai Ngoc Huynh relataram à emissora de TV RT como foram capturados após serem abandonados por seus comandantes ucranianos em uma batalha em Donbass. Eles falaram com a imprensa russa de um centro de detenção na República Popular de Donetsk (RPD).
Segundo dados russos, 6.956 cidadãos estrangeiros de 64 países chegaram à Ucrânia desde fevereiro para lutar por Kiev. Cerca de 1.956 deles foram mortos, enquanto 1.779 deixaram o país, informou o Ministério da Defesa russo na última sexta-feira (17).
No início de junho, a Suprema Corte da RPD condenou à morte dois cidadãos do Reino Unido e um do Marrocos que lutaram ao lado de militantes ucranianos.
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