Moscou critica novo pacote de sanções contra Rússia: 'Beco sem saída com persistência invejável'

A escalada de sanções transformou a Rússia, de forma disparada, na nação mais sancionada do mundo

Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova
Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova (Foto: Maxim Shipenkov/Pool via REUTERS)


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Sputnik - Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, condenou nesta quinta-feira (21) o novo pacote de sanções contra autoridades e empresas russas publicado pela União Europeia (UE).

"Em 21 de julho, o Conselho da UE anunciou a expansão de medidas restritivas unilaterais ilegítimas contra a Rússia. Assim, a União Europeia continua se encaminhando para um beco sem saída com persistência invejável", disse Zakharova em comunicado.

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"O Conselho da UE fez outra tentativa de se livrar da responsabilidade de provocar e exacerbar as crises globais de alimentos e energia", disse Zakharova.

A representante do MRE disse ainda que "somada à pandemia de COVID-19, a política econômica e energética míope do Ocidente é o principal motivo do aumento dos preços dos produtos agrícolas e dos hidrocarbonetos".

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"A situação é agravada pelas medidas antirrussas da UE, perseguindo abertamente o objetivo de minar a atividade econômica externa de nosso país, inclusive no setor agrícola", apontou.

A União Europeia aprovou na quarta-feira (20) o sétimo pacote de sanções contra a Rússia, que inclui proibição de compra de ouro, restrições a exportações e congelamento de ativos bancários do maior banco do país, o Sberbank.

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Na nova lista de sanções estão incluídos o primeiro vice-primeiro-ministro russo, Andrei Belousov; o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin; os atores Sergei Bezrukov e Vladimir Mashkov; o parlamentar Adam Delimkhanov; e o enviado presidencial russo no Cáucaso do Norte, Yuri Chaika, entre outros.

Entre as organizações afetadas estão ainda a Agência Federal para a Comunidade de Estados Independentes, Comunidades Russas no estrangeiro e Cooperação Humanitária Internacional (Rossotrudnichestvo), o Movimento Nacional de Cadetes "Exército Jovem" e o Fundo Público de Diplomacia Aleksandr Gorchakov.

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Desde o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, em 24 de fevereiro, os EUA e seus aliados iniciaram a aplicação de uma miríade de sanções contra Moscou. Entre as medidas estão restrições econômicas às reservas internacionais russas e a suas exportações de petróleo, gás, aço e ferro.

A escalada de sanções transformou a Rússia, de forma disparada, na nação mais sancionada do mundo, segundo a plataforma Castellum.ai, serviço de rastreamento de restrições econômicas no mundo.

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No total, estão em vigor 11.411 medidas restritivas contra a Rússia, segundo os cálculos do site. A quantidade é mais que o triplo das 3.637 sanções impostas pelo Ocidente ao Irã. Na sequência, aparecem a Síria (2.614), a Coreia do Norte (2.111), Belarus (1.133), a Venezuela (651) e Mianmar (567).

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