Moscou condena decisão dos EUA de não processar mais vistos para maioria dos viajantes russos

A embaixada disse que está diminuindo a equipe consular em 75% e que a partir de 12 de maio não processará mais vistos de não-imigrantes para viagens não-diplomáticas

Joe Biden e Vladimir Putin
Joe Biden e Vladimir Putin


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Moscou, Reuters - O Kremlin acusou Washington nesta sexta-feira de atiçar as tensões com "ações inamistosas" depois que a embaixada dos Estados Unidos em Moscou disse que está reduzindo os funcionários e interrompendo a emissão de vistos para a maioria dos russos.

A embaixada disse que está diminuindo a equipe consular em 75% e que a partir de 12 de maio não processará mais vistos de não-imigrantes para viagens não-diplomáticas, após uma nova lei russa que impôs limites à contratação de funcionários locais para trabalharem em missões diplomáticas estrangeiras.

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Isto significa que russos que não são diplomatas nem pleiteiam green cards não poderão mais solicitar vistos em seu próprio país para visitarem os EUA a turismo ou outros propósitos. Eles terão que fazer tais pedidos em terceiros países, se precisarem.

O Ministério das Relações Exteriores russo observou que consulados russos nos EUA continuam emitindo vistos dentro de 10 dias, apesar de eles mesmos estarem sofrendo cortes no corpo diplomático, e disse que nada impede Washington de compensar os funcionários enviando cidadãos norte-americanos.

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A chancelaria ainda disse que a cota de funcionários diplomáticos dos EUA na Rússia continua em 455, mas que só há 280 credenciados, o que dá a Washington espaço de sobra para preencher a lacuna.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a decisão da embaixada terá pouco impacto na prática porque os russos já enfrentam dificuldades para obter vistos para os EUA.

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"Sabem, aqui a pessoa têm que olhar a causa central da situação tensa que está se desenvolvendo em nossas relações bilaterais", disse Peskov aos repórteres.

"Se você desata o nó das medidas inamistosas na direção oposta, torna-se óbvio que o precursor de tudo isso são as ações inamistosas dos Estados Unidos."

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Ele disse que a Rússia "esperava coisa melhor" dos primeiros 100 dias da Presidência de Joe Biden.

Ele ainda saudou as ações para renovar o tratado de armas nucleares Novo Start, "mas esta possível bagagem ainda é pequena em comparação com a carga de negatividade que acumulamos ao longo destes 100 dias. Esta carga, infelizmente, prevalece".

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Os EUA impuseram novas sanções à Rússia neste mês devido às suas supostas atividades mal-intencionadas, incluindo a interferência na eleição dos EUA do ano passado, invasões cibernéticas e "bullying" contra a vizinha Ucrânia.

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