Mísseis norte-coreanos são advertência a EUA e Coreia do Sul, diz Kim

Os últimos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte são uma advertência para Washington e Seul, que realizam manobras militares conjuntas, declarou o dirigente norte-coreano Kim Jong Un, citado nesta quarta-feira (7) pela agência noticiosa estatal KCNA

(Foto: Sputnik)


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AFP - Os últimos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte são uma advertência para Washington e Seul, que realizam manobras militares conjuntas, declarou o dirigente norte-coreano Kim Jong Un, citado nesta quarta-feira (7) pela agência noticiosa estatal KCNA.

"Parabenizando o êxito desse disparo de demostração, Kim Jong Un afirmou que essa ação militar seria uma ocasião para enviar uma advertência apropriada às manobras militares conjuntas efetuadas por Estados Unidos e Coreia do Sul", segundo a KCNA.

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De acordo com essa fonte, Kim acompanhou os lançamentos que verificaram a "capacidade bélica" dos "mísseis táticos guiados de novo tipo".

O Estado-Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul informou que a Coreia do Norte lançou nesta terça-feira dois projéteis que "assumimos que se trata de mísseis balísticos de médio alcance".

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As manobras militares conjuntas entre Coreia do Sul e Estados Unidos sempre foram um elemento de tensão na região, mas é a primeira vez que a Coreia do Norte realiza testes de mísseis durante os exercícios.

O governo da Coreia do Norte já advertiu em várias oportunidades que os exercícios militares conjuntos poderão impactar os esforços realizados por Washington e Pyongyang para pavimentar algum tipo de acordo sobre a desnuclearização da Península Coreana.

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As atuais manobras conjuntas foram reduzidas drasticamente em relação ao plano original, mas ainda assim Pyongyang considera os exercícios militares uma provocação.

Com os disparos de terça-feira, a Coreia do Norte completou quatro séries de testes, de dois mísseis cada, nos últimos 12 dias.

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Após a terceira série de disparos, na sexta-feira passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou os testes de mísseis de Pyongyang.

"Não tenho qualquer problema, vejamos o que acontece, mas os mísseis de curto alcance são muito padrão", disse Trump. "Pode ser que haja uma violação (das resoluções) da ONU, mas o presidente Kim não quer me decepcionar traindo minha confiança".

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Após um ano de ameaças e crescente tensão, Trump e Kim Jong Un realizaram uma reunião histórica no ano passado em Singapura, quando assinaram um documento vago sobre a "desnuclearização" da península.

Os dois líderes se encontraram novamente no Vietnã, em uma reunião que terminou abruptamente sem acordos, depois mantiveram um rápido encontro na Linha de Demarcação que divide a Península Coreana, quando concordaram em manter os canais de conversação em um nível técnico, embora esses contatos ainda não tenham sido retomados.

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Trump procura chegar a um acordo para conter a política nuclear da Coreia do Norte, e Pyongyang, em troca, exige a suspensão das sanções adotadas por Washington e parte da comunidade internacional.

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