Mirando voto conservador, Trump reduz cota para refugiados em 2021

Medida que visa o voto do eleitorado conservador na reta final da disputa eleitoral pela presidência dos EUA foi anunciada por Donald Trump, que é candidato à reeleição. Número será limitado a 15 mil pessoas em 2021

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Swanton, Ohio 21/09/2020
Presidente dos EUA, Donald Trump, em Swanton, Ohio 21/09/2020 (Foto: REUTERS/Tom Brenner)


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Da RFI - O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (30) uma nova redução da cota de refugiados admitidos nos Estados Unidos. O número será  limitado a 15.000 pessoas em 2021. A medida visa conquistar o eleitorado conservador antes das eleições presidenciais, marcadas para 3 de novembro. 

Nos próximos 12 meses, 15.000 refugiados poderão ser admitidos no país, 3.000 a menos em relação aos 18.000 que tiveram a entrada autorizada no país em 2020. Esta é a menor cota já estabelecida pelo governo americano nos últimos anos. A título de comparação, 100.000 pessoas foram recebidas anualmente durante a administração do presidente anterior, Barack Obama.  

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O candidato democrata à Casa Branca e ex-vice-presidente, Joe Biden, prometeu aumentar essa cota para 125.000 se eleito. De acordo com ele, receber imigrantes que são alvo de perseguições políticas é coerente com os valores americanos. Já a campanha eleitoral de Trump, que tenta sua reeeleição, inclui a divulgação de spots publicitários afirmando que a posição de Biden é "fraca" e o democrata autorizaria a entrada de "pessoas perigosas" no país.

O atual chefe da Casa Branca, que transformou a luta contra a migração em uma de suas prioridades, já suspendeu as admissões de refugiados durante meses em 2020, utilizando como pretexto a pandemia de Covid-19. Ao apresentar a medida, o Departamento de Estado argumentou que Washington busca ajudar os refugiados "o mais próximo possível de suas casas", para que possam retornar ao país de origem. 

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"Ao nos concentrarmos em primeiro lugar em acabar com os conflitos que provocam os deslocamentos, e em fornecer ajuda humanitária no exterior para proteger e ajudar as pessoas deslocadas, podemos prevenir os efeitos desestabilizadores dos deslocamentos nos países afetados e em seus vizinhos", afirmou o governo americano em um comunicado.

Solução diplomática na Venezuela

O Departamento de Estado mencionou a necessidade de uma "solução diplomática" na Venezuela, onde Washington tenta retirar do poder o presidente Nicolás Maduro, por considerar fraudulenta sua reeleição em 2018. Quase cinco milhões de venezuelanos fugiram do país desde 2015 devido à crise política e econômica.

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Em uma viagem pela América do Sul na semana passada, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, visitou refugiados venezuelanos e elogiou o fato de que Colômbia e Brasil recebam estas pessoas. Durantes anos, os Estados Unidos receberam mais refugiados do que todos os outros países do bloco juntos, mas o Canadá ultrapassou esse recorde no ano passado, acolhendo mais de 30.000 imigrantes, segundo a ONU.

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