Ministro ucraniano diz que Otan não tem força para agir contra a Rússia

'No início, a percepção era que OTAN poderia agir, mas só a União Europeia mostrou que pode', diz o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitry Kuleba

Dmytro Kuleba, chanceler da Ucrânia
Dmytro Kuleba, chanceler da Ucrânia (Foto: Reuters)


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Sputnik - Segundo chanceler ucraniano, no início da operação militar russa na Ucrânia, pensou-se que Aliança Atlântica poderia "agir e entregar", mas com o tempo percebeu-se que a organização poderia fazer "muito pouco se alguma coisa".

Nesta segunda-feira (16), o ministro das Relações Exteriores, Dmitry Kuleba, criticou a OTAN por achar que a aliança militar fez pouco por Kiev, ao mesmo tempo, elogiou a União Europeia dizendo que o bloco tem força e "mostra que pode".

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"No início [da operação militar especial da Rússia] a percepção era de que a OTAN é forte e a OTAN pode agir, pode entregar. E a única coisa que a UE pode fazer é expressar diferentes níveis de preocupação. A [operação especial] provou que tudo é completamente diferente. A OTAN como aliança [...] pode fazer muito pouco, se alguma coisa. [...] A UE está de volta como uma força motriz, como um órgão que pode moldar o futuro da Europa. E sua Ucrânia, que lhe deu a chance de demonstrar que pode", afirmou.

O chanceler continuou seu discurso dizendo que alguns países-membros da Aliança Atlântica têm sido "muito úteis" aos esforços ucranianos, enviando armas e assistência financeira, entretanto enfatizou que a aliança, como um todo, não fez nada.

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Comparando o apoio da OTAN ao da UE, o diplomata elogiou Bruxelas por aplicar sanções, fazer "declarações políticas fortes" e prometer apoio econômico. Kuleba chegou a afirmar que Bruxelas não era a melhor esperança de Kiev, mas sim que "a Ucrânia é a melhor esperança da UE".

Desde o início da operação militar especial russa iniciada em 24 de fevereiro, a Ucrânia vem exigindo que a OTAN estabeleça uma zona de exclusão aérea sobre o país para impedir que as forças russas realizem ataques aéreos.

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No entanto, os Estados-membros prontamente se recusaram a fazê-lo, observando que isso poderia desencadear um confronto armado com a Rússia e potencialmente uma guerra nuclear.

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