Ministro espanhol ajoelhou e rezou
“O governo espanhol declara sua intenção de buscar apoio europeu para a recapitalização de seus bancos”, declarou o ministro Luis de Guindos, na coletiva em que anunciou o pedido de socorro
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247 – As autoridades espanholas resistiram ao máximo, mas acataram a determinação da chanceler alemã Ângela Merkel. Só receberam ajuda, porque pediram. “O governo espanhol declara sua intenção de buscar apoio europeu para a recapitalização de seus bancos”, declarou o ministro Luis de Guindos, na coletiva em que anunciou o pedido de socorro.
A decisão contraria a promessa de campanha do premiê espanhol Mariano Rajoy, que, há apenas sete meses, prometia resolver os problemas dos bancos de seu país sem recorrer a um resgate internacional. Rajoy, por sinal, continua evitando a palavra resgate. Com o apoio de US$ 126 bilhões a Madri, o equivalente a 100 bilhões de euros, já chega a US$ 480 bilhões o valor cedido pelo Banco Central europeu a quatro países: Portugal, Irlanda, Grécia e, agora, Espanha.
Em seu coletiva, o ministro Luis de Guindos garantiu que não serão necessárias novas medidas de austeridade financeira. Bancos espanhóis que vieram a receber ajudas terão que reduzir as mordomias de seus executivos e as políticas de dividendos a seus executivos. Na semana passada, com direito à presença do rei Juan Carlos, o Santander sugeriu à presidente Dilma Rousseff que o Banco do Brasil comprasse 10% de suas ações. Dilma vetou, porque não é a favor de que o Tesouro Nacional se associe à crise espanhola.
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