Ministro da Itália apoia reconhecer Jerusalém como capital de Israel

O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, saiu em defesa do reconhecimento de Jerusalém como a capital israelense, mas a premiê Meloni se mostrou cautelosa no passado

Matteo Salvini
Matteo Salvini (Foto: Tony Gentile/Reuters)


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ROMA, 9 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na quinta-feira que pedirá à Itália que reconheça Jerusalém como a capital do país, obtendo apoio imediato do vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini.

Netanyahu, que enfrenta protestos contra o plano de seu governo de reformar o judiciário israelense, chega à Itália na quinta-feira para uma visita de três dias. Ele se encontrará com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na sexta-feira.

"Acredito que chegou a hora de Roma reconhecer Jerusalém como a capital ancestral do povo judeu por três mil anos, como os Estados Unidos fizeram em um gesto de grande amizade", disse Netanyahu em entrevista ao jornal italiano La Repubblica.

Israel reivindica Jerusalém como sua capital, mas ela não é reconhecida como tal pela maioria dos países e seu status sob a lei internacional é contestado enquanto se aguarda uma resolução para o conflito israelense-palestino.

Salvini, que lidera o partido de direita Liga, apoiou imediatamente o apelo de Netanyahu. "Digo firmemente que sim a Jerusalém, capital de Israel, em nome da paz, da história e da verdade", postou no Twitter.

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Em entrevista à Reuters em agosto do ano passado, antes de se tornar primeira-ministra, Meloni foi mais cautelosa, dizendo que não tinha planos de seguir a decisão dos EUA de transferir sua embaixada para Jerusalém.

"É uma questão diplomática e deve ser avaliada em conjunto com o MRE", disse Meloni.

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O parlamento israelense aprovou uma lei em 1980 declarando a cidade "completa e unida" de Jerusalém como a capital de Israel. As Nações Unidas consideram Jerusalém Oriental como ocupada, e o status da cidade como disputado até ser resolvido por negociações o conflito entre Israel e os palestinos, que querem Jerusalém Oriental como a capital de um futuro estado palestino.

Netanyahu também disse que quer aumentar os laços econômicos com a Itália, apontando para a perspectiva de fornecer gás natural a Roma. A Itália está empenhada em substituir suas importações de energia da Rússia após a invasão da Ucrânia por Moscou no ano passado.

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