Ministro argentino diz que houve suspeita de corrupção em reparos de submarino

Governo da Argentina afirmou nessa segunda-feira (4) que, embora não existam claras evidências, as suspeitas apontam que houve corrupção no processo de reparação feito no submarino ARA San Juan, desaparecido há 20 dias; "Houve uma denúncia por corrupção que foi arquivada sem investigação e que dava contas de algumas anomalias. O que eu posso comprovar é que o navio tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco", disse o ministro de Defesa, Oscar Aguad

Governo da Argentina afirmou nessa segunda-feira (4) que, embora não existam claras evidências, as suspeitas apontam que houve corrupção no processo de reparação feito no submarino ARA San Juan, desaparecido há 20 dias; "Houve uma denúncia por corrupção que foi arquivada sem investigação e que dava contas de algumas anomalias. O que eu posso comprovar é que o navio tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco", disse o ministro de Defesa, Oscar Aguad
Governo da Argentina afirmou nessa segunda-feira (4) que, embora não existam claras evidências, as suspeitas apontam que houve corrupção no processo de reparação feito no submarino ARA San Juan, desaparecido há 20 dias; "Houve uma denúncia por corrupção que foi arquivada sem investigação e que dava contas de algumas anomalias. O que eu posso comprovar é que o navio tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco", disse o ministro de Defesa, Oscar Aguad (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - O governo da Argentina afirmou nessa segunda-feira (4) que, embora não existam claras evidências, as suspeitas apontam que houve corrupção no processo de reparação feito no submarino ARA San Juan, desaparecido há 20 dias, durante o mandato de Cristina Kirchner. A informação é da Agência EFE.

"Houve uma denúncia por corrupção que foi arquivada sem investigação e que dava contas de algumas anomalias. O que eu posso comprovar é que o navio tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco", disse o ministro de Defesa, Oscar Aguad, em entrevista à emissora TN.

Em sua primeira entrevista desde o dia 15 de novembro, quando o submarino desapareceu no Atlântico Sul com 44 tripulantes, Aguad afirmou que há relatórios de auditoria que dão conta que o material usado durante a reparação, entre 2008 e 2014, não teve a "qualidade exigida".

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Além disso, há relatórios que indicam "outra série de anomalias, como sobretaxas", que precisam ser investigadas.

Embora não haja "evidências claras", existem "suspeitas" de irregularidades, afirmou Aguad sobre o processo de manutenção do submarino desaparecido, que foi construído na Alemanha e incorporado à Marinha argentina em 1985.

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Mesmo assim, o ministro reconheceu que os trabalhos de conservação do submarino foram feitos e que, posteriormente, o submersível foi controlado novamente pela Marinha.

"A corrupção tem a ver com as sobretaxas, mas os trabalhos foram feitos. Eu acredito que são duas coisas distintas, mas é preciso investigar", disse Aguad, para quem o problema das Forças Armadas na Argentina é que ela é "estigmatizada" há 34 anos pela repressão de Estado durante as ditaduras e pela guerra das Malvinas contra o Reino Unido em 1982.

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Ele afirmou que durante o governo de Cristina Kirchner, a política de defesa era "estigmatizar as Forças Armadas e baixar os salários dos militares".

Questionado se o submarino estava em perfeito estado no dia 13 de novembro, quando deixou o porto austral de Ushuaia para sua base da cidade de Mar del Plata, quando desapareceu, Aguad respondeu que "as evidências dizem que sim".

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No entanto, acrescentou que um dos aspectos que deveriam ser investigado pela Justiça é se houve erros por parte da Marinha quando, na noite anterior, ao relatar sua localização pela última vez, o comandante do submarino alertou seus superiores em terra de que tinha entrado água, por meio de um canal de ventilação, que vazou no compartimento das baterias elétricas e produziu um início de incêndio.

Segundo a Marinha, esse problema foi solucionado e o próprio comandante decidiu continuar com a viagem.

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"É motivo de investigação. Determinar se o defeito era grave ou não.Eu também confio no capitão, tudo o que falam da sua experiência", argumentou Aguad.

O ministro relatou que o ARA San Juan já passou, há um tempo, por "incidente similar" ao defeito da entrada de água.

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"Com a diferença que, nesse caso, a água não chegou até as baterias", lembrou. Ele disse que o comandante percebeu o problema e pediu que quando o submarino fosse revisado, no primeiro semestre de 2018, essa questão fosse cuidada.

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