Ministério da Defesa da Rússia adverte que provocações da Otan podem desencadear conflito armado

A intensidade dos voos de reconhecimento na região do Mar Negro cresceu 60% em comparação com 2020

Alexander Fomin, vice-ministro da Defesa da Rússia
Alexander Fomin, vice-ministro da Defesa da Rússia (Foto: Ministério da Defesa da Rússia)


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247 - As provocações sistemáticas da Otan nas proximidades das fronteiras da Rússia representam um grande risco de evoluir para um conflito armado, disse o vice-ministro da Defesa da Rússia, Alexander Fomin. 

"Ultimamente, a aliança optou por provocações diretas, com grande risco de evoluir para um impasse armado", disse Fomin em uma coletiva de imprensa para adidos militares estrangeiros e representantes de embaixadas estrangeiras credenciadas em Moscou, informa a Tass. 

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Como exemplo, ele mencionou a tentativa de 23 de junho de 2021 do contratorpedeiro britânico Defender de invadir as águas territoriais da Rússia perto do Cabo Fiolent da Crimeia. 

"É significativo que o avião de reconhecimento estratégico dos EUA RC-135 forneceu suporte para o navio da Marinha britânica", disse Fomin. 

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A intensidade dos voos de reconhecimento na região do Mar Negro cresceu 60% em comparação com 2020. O número de ações desse tipo aumentou de 436 para 710. 

Fomin disse que a presença de navios de combate e suprimentos de países extrarregionais da Otan  tornou-se permanente. 

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"De janeiro a dezembro deste ano, os navios da Otan fizeram 30 visitas à região, em contraste com 23 em 2020. A duração total de sua presença atingiu 400 dias, em contraste com 359 em 2020", disse Fomin. 

Ele enfatizou que, após a retirada dos Estados Unidos do tratado INF de controle de armas de mequeno e médio alcance, a Otan de fato ignorou a iniciativa do presidente russo Vladimir Putin de uma moratória sobre a implantação de mísseis de médio e curto alcance na Europa e de medidas de verificação mútua que poderiam eliminar as preocupações existentes. 

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"É improvável que o lançamento de tais mísseis na Europa dê maior segurança à Otan", disse Fomin. 

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