Militares genocidas da Argentina são condenados à prisão perpétua
Tribunal Federal de Mar del Plata, depois de rigorosa apuração, condenou 28 militares argentinos pelo crime de genocídio
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247 - Em meio à pandemia de coronavírus, terminou o julgamento que por dois anos investigou crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar na Argentina.
O Tribunal Federal de Mar del Plata, divulgou o veredicto de um julgamento que coletou evidências fundamentadas por mais de 300 testemunhas que permitiram esclarecer parte do que aconteceu entre 1976 e 1983, sob a ditadura militar do ditador Rafael Videla, informa a Telesul.
O processo examinou a privação ilegal de liberdade, tortura, assassinato e desaparecimento de 272 vítimas em centros clandestinos operados pelas Forças Armadas e de Segurança do país durante o final da década de 1970 e o início da década de 1980.
O veredicto final foi anunciado por meio de uma audiência na internet que, sem a presença dos familiares das vítimas devido ao cumprimento de medidas de segurança diante da pandemia, continuou seu curso, onde 38 pessoas receberam sentenças.
Juntamente com os 28 acusados que foram condenados à prisão perpétua, outros sete acusados também foram condenados a penas que variam de 7 a 25 anos de prisão.
Entre os acusados estão membros da Subzona Militar 15, membros da Seção de Inteligência da Base Aérea Militar de Mar del Plata, membros do Centro de Inteligência, chefes dos departamentos de saúde da Base Naval e da Escola de Oficiais de Infantaria da Marinha, bem como chefes e membros da Prefeitura Naval de Mar del Plata.
No Ministério Público, foi apontado que “muitas das vítimas e testemunhas que compareceram a este julgamento permitiram gerar uma nova sequência de eventos, para dar outra conotação, uma perspectiva histórica e legal que nos permitiu reunir um pouco mais sobre como atuavam os equipamentos da repressão ilegal em Mar del Plata durante aqueles anos”.
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