Militantes matam 184 pessoas em ataque a mesquita no Egito

Ao menos 184 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas, nesta sexta-feira, em um ataque de militantes islâmicos com uma bomba e armas de fogo contra fiéis que oravam em uma mesquita no norte do Sinai, região conflagrada do Egito, informou a mídia estatal; nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, o mais letal já cometido na região

Ao menos 184 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas, nesta sexta-feira, em um ataque de militantes islâmicos com uma bomba e armas de fogo contra fiéis que oravam em uma mesquita no norte do Sinai, região conflagrada do Egito, informou a mídia estatal; nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, o mais letal já cometido na região
Ao menos 184 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas, nesta sexta-feira, em um ataque de militantes islâmicos com uma bomba e armas de fogo contra fiéis que oravam em uma mesquita no norte do Sinai, região conflagrada do Egito, informou a mídia estatal; nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, o mais letal já cometido na região (Foto: Paulo Emílio)


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CAIRO (Reuters) - Ao menos 184 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas, nesta sexta-feira, em um ataque de militantes islâmicos com uma bomba e armas de fogo contra fiéis que oravam em uma mesquita no norte do Sinai, região conflagrada do Egito, informou a mídia estatal.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, o mais letal já cometido na região, onde forças de segurança combatem há três anos uma insurgência do Estado Islâmico que já matou centenas de policiais e soldados.

A mídia estatal mostrou imagens de vítimas ensanguentadas e corpos cobertos por mantas dentro da mesquita Al Rawdah, localizada em Bir al-Abed, a oeste da cidade de El Arish. Ao menos 184 pessoas morreram e dezenas sofreram ferimentos, de acordo com a mídia estatal.

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A rede de televisão Al Arabiya e algumas fontes locais disseram que alguns dos fiéis eram sufis, que extremistas como os membros do Estado Islâmico veem como apóstatas por reverenciarem santos e santuários -- algo equivalente à idolatria para os islâmicos.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, ex-militar que se posiciona como opositor da militância islâmica na região, convocou uma reunião de emergência de seu comitê de segurança logo depois do atentado, informou a TV estatal.

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Os militantes têm visado principalmente as forças de segurança em seus ataques desde que a violência se agravou no Sinai depois de 2013, quando Sisi, então um comandante das Forças Armadas, liderou a deposição do presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana.

Mas os jihadistas também têm atacado tribos locais do Sinai que estão trabalhando com as Forças Armadas, classificando seus membros como traidores por cooperarem com o Exército e a polícia.

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Em julho deste ano, ao menos 23 soldados foram mortos quando carros-bomba atingiram dois postos de segurança militares no Sinai, um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico.

Os militantes vêm tentando se expandir para além da desolada e desértica Península do Sinai e agir no território continental densamente povoado do Egito, e já atacaram igrejas de cristãos coptas e peregrinos.

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Em maio, atiradores atacaram um grupo copta que viajava a um monastério no sul egípcio, matando 29 pessoas.

Por Ahmed Tolba e Mohamed Abdellah

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