Milhares de manifestantes pedem a renúncia de presidente do Haiti

Milhares de pessoas protestaram nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente do país, Michel Martelly, um dia depois do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) adiar, sem data, o segundo turno das eleições presidenciais

Milhares de pessoas protestaram nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente do país, Michel Martelly, um dia depois do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) adiar, sem data, o segundo turno das eleições presidenciais
Milhares de pessoas protestaram nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente do país, Michel Martelly, um dia depois do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) adiar, sem data, o segundo turno das eleições presidenciais (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Lusa

Milhares de pessoas protestaram ontem (23) nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente do país, Michel Martelly, um dia depois do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) adiar, sem data, o segundo turno das eleições presidenciais.

As manifestações, convocadas pela oposição, exigem também a renúncia dos membros do conselho, organismo que consideram favorecer o candidato oficial e que já assistiu à renúncia de cinco dos seus nove integrantes. Um sexto membro foi suspenso por causa de suspeitas de corrupção.

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Alguns dos líderes dos protestos disseram aos meios de comunicação social haitianos que vão se manter nas ruas até que Martelly e os atuais membros do CEP renunciem aos cargos. 

Protestos no Haiti

As manifestações, convocadas pela oposição haitiana, também pedem a saída dos membros do Conselho Eleitoral ProvisórioEPA/Bahare Khodabande/Agência Lusa

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O primeiro turno das eleições ocorreu em 25 de outubro, enquanto o segundo turno estava originalmente previsto para 27 de dezembro.

Os protestos foram acompanhados por agentes da Polícia Nacional Haitiana (PHN), bem como da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

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As autoridades informaram que nessa sexta-feira (22), devido aos protestos e agitação nas ruas, foram suspensos vários voos internacionais.

O CEP decidiu suspender o segundo turno das eleições presidenciais em decorrência da insegurança no país, onde locais de votação foram incendiados e alguns juízes do próprio organismo eleitoral receberam ameaças de morte.

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A suspensão da eleição significa, a curto prazo, um triunfo para a oposição haitiana, que pediu a renúncia de Martelly e a criação de um governo de transição que organize eleições “livres e democráticas” num máximo de 90 dias.

De acordo com a Constituição haitiana, Martelly deve deixar o poder em 7 de fevereiro, quando termina o mandato de cinco anos para o qual foi eleito.

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