Mídia francesa confirma tortura de prisioneiros russos por militares ucranianos

O jornal francês Le Monde validou a autenticidade de um vídeo que surgiu no final de março, que mostrava prisioneiros de guerra russos sendo torturados por militares ucranianos

Membros das Forças de Defesa Territoriais da Ucrânia escondem uma placa de trânsito que impede a navegação do exército russo na região de Kiev, Ucrânia, em 8 de março de 2022
Membros das Forças de Defesa Territoriais da Ucrânia escondem uma placa de trânsito que impede a navegação do exército russo na região de Kiev, Ucrânia, em 8 de março de 2022 (Foto: REUTERS/Maksim Levin)


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Sputnik Brasil - Em março surgiu um vídeo de militares ucranianos torturando prisioneiros militares russos disparando nas suas pernas, mas, apesar das promessas, Kiev ainda não revelou resultados da investigação do caso.

O jornal francês Le Monde validou a autenticidade de um vídeo que surgiu no final de março, que mostrava prisioneiros de guerra russos sendo torturados por militares ucranianos.

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No vídeo os soldados ucranianos dispararam contra as pernas dos cativos e os deixaram sangrando, sem oferecer assistência médica.

Segundo a investigação do Le Monde, publicada na sexta-feira (13), as ações violam a lei internacional. A Convenção de Genebra prevê que os combatentes inimigos uniformizados sejam considerados prisioneiros de guerra após sua captura ou rendição e que sejam tratados de forma humana, inclusive prestando assistência médica.

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O jornal determinou, com base nas condições de tempo e na forma do horizonte, que o vídeo foi filmado entre 20 e 27 de março no vilarejo ucraniano de Malaya Rogan. Os militares russos foram apontados como artilheiros e foi alegado que sua tortura era "vingança" pelo suposto bombardeio de Carcóvia, apesar do Ministério da Defesa da Rússia sublinhar repetidamente que suas forças apenas atacam objetivos militares na Ucrânia.

Le Monde também descobriu evidências, apesar de não confirmadas, de que o batalhão voluntário ucraniano Slobozhanschina estava em Malaya Rogan na época, com o comandante do batalhão Andrei Yangolenko surgindo ao lado dos três militares russos antes da realização dos disparos.

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Moscou condenou na época os atos de tortura. Kiev respondeu que investigaria os vídeos das ações, que considerou inaceitáveis. No entanto, o governo ucraniano ainda não anunciou resultados das investigações. Além disso, o líder da Legião Georgiana declarou que a sua formação não aceitará prisioneiros russos.

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