Mídia chinesa diz que Lituânia ultrapassa a linha vermelha de soberania e integridade territorial
Ao reagir à decisão da Lituânia de estabelecer o “escritório representativo” de Taiwan naquele país, o governo chinês declarou nesta segunda-feira a retirada do embaixador chinês na Lituânia e pediu ao país que chame de volta o seu embaixador na China
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Rádio Internacional da China - Banhada pelo Mar Báltico, a Lituânia é um país com uma área de mais de 60 mil quilômetros e uma população de menos de três milhões. Ao longo deste ano, o país tem feito provocações à China se conluiando com autoridades de Taiwan, e acabou concordando com o pedido de Taiwan de estabelecer o chamado “escritório representativo” na sua capital, Vilnius. Esta ação viola a norma reconhecida pela comunidade internacional de “uma só China”, e prejudica gravemente a soberania e a integridade territorial chinesa.
Em resposta, o governo chinês decidiu retirar o seu embaixador daquele país, um gesto diplomático raro na história da Nova China, o qual foi comentado pela imprensa estrangeira como “a China reflete sua indignação”.
A Lituânia, cuja segurança nacional está altamente dependente dos Estados Unidos, recorreu frequentemente à questão de Taiwan desde que o atual presidente estadunidense, Joe Biden, tomou posse, na tentativa de reforçar o seu peso na estratégia norte-americana em relação à China e de ganhar mais atenção dos americanos. Porém, considerando o fato de que a prioridade estratégica dos EUA está na região Indo-Pacífico, os esforços da Lituânia serão em vão.
Por enquanto, o mais importante para a Lituânia é compreender bem o significado da China ter retirado seu embaixador do país, além de estar ciente de que o princípio de “uma só China” sempre constituirá sua base política para desenvolver relações bilaterais com outros países, sendo também uma linha vermelha que jamais pode ser ultrapassada.
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