Mianmar prende mais dois jornalistas; repressão pós-golpe continua

Imprensa continua no alvo de ações repressivas no país asiático

Protesto em Tóquio contra o golpe militar em MIanmar
Protesto em Tóquio contra o golpe militar em MIanmar (Foto: KIM KYUNG-HOON)


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(Reuters) - O governo militar do Mianmar prendeu mais dois jornalistas locais, segundo a emissora de televisão do Exército afirmou neste sábado, na mais recente repressão à imprensa desde o golpe de 1º de fevereiro.

Sithu Aung Mying, colunista do site de notícias Frontier Myanmar e comentarista da rádio Voice of America, e Htet Htet Khine, freelancer que havia trabalhado para BBC Burmese, foram detidos em 15 de agosto, segundo a Myawaddy TV.

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Sithu Aung Mying foi indiciado por sedição e disseminação de informações falsas em publicações nas redes sociais que, segundo a Myawaddy, eram críticas à junta militar e pediam que as pessoas aderissem a greves e apoiassem movimentos de oposição que foram marginalizados.

Htet Htet Khine foi acusada de abrigar Sithu Aung Mying, um suspeito procurado, e por trabalhar e ajudar o governo paralelo da União Nacional.

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O Mianmar permanece repleto de instabilidade e oposição ao comando do Exército, sob o qual mais de 1.000 pessoas foram mortas, segundo um grupo ativista que tem acompanhado os assassinatos das forças de segurança.

O Exército, que revogou as licenças de muitos veículos de imprensa, diz que respeita o papel da mídia, mas que não tolerará a veiculação de notícias que acredita serem falsas ou que possam criar inquietações do público.

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A Human Rights Watch afirmou que o governo militar, que prendeu 98 jornalistas desde o golpe, deveria parar de processar funcionários da imprensa. Dos presos, 46 permaneciam sob custódia até o fim de julho.

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