Meta de acabar com pobreza extrema até 2030 dificilmente será cumprida, diz Banco Mundial

O número de pessoas que vivem com menos de 1,90 dólar por dia no mundo diminuiu para cerca de 655 milhões, ou nove por cento da população mundial, mas a meta global de acabar com a pobreza extrema até 2030 dificilmente será cumprida, alertou o Banco Mundial nesta quarta-feira (19)

Meta de acabar com pobreza extrema até 2030 dificilmente será cumprida, diz Banco Mundial
Meta de acabar com pobreza extrema até 2030 dificilmente será cumprida, diz Banco Mundial


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247, com Reuters -  O número de pessoas que vivem com menos de 1,90 dólar por dia no mundo diminuiu para cerca de 655 milhões, ou nove por cento da população mundial, mas a meta global de acabar com a pobreza extrema até 2030 dificilmente será cumprida, alertou o Banco Mundial nesta quarta-feira (19).

Sem mudanças de políticas significativas, cerca de 480 milhões de pessoas - aproximadamente 6 por cento do mundo - continuará na pobreza extrema em 2030, a maioria em países africanos pobres que estão ficando para trás, disse a entidade em uma previsão.

“A taxa de pobreza global hoje é a mais baixa já registrada”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

continua após o anúncio

“Mas se formos acabar com a pobreza até 2030, precisamos de muito mais investimento, particularmente na formação de capital humano, para ajudar a promover o crescimento inclusivo que será preciso para chegar aos pobres restantes”.

Erradicar a pobreza extrema até 2030 é uma meta central dos 17 objetivos globais de desenvolvimento acordados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015.

continua após o anúncio

Mas ao menos 10 por cento dos habitantes da África subsaariana continuarão na pobreza extrema até 2030 “em todos, menos o mais otimista, dos cenários”, disse o banco.

O mundo não está oferecendo ajuda suficiente - muitos países não cumprem a meta da ONU de gastar 0,7 por cento do Produto Interno Bruto com auxílio - ou direcionando-a aos mais necessitados, disse o centro de estudos Instituto de Desenvolvimento Estrangeiro (ODI), sediado em Londres, na semana passada.

continua após o anúncio

“Países de renda média recebem 10 vezes a quantidade de ajuda dos países de renda baixa, e está claro que essa não é uma maneira sensata de dar ajuda”, disse o autor do documento, Marcus Manuel, à Thomson Reuters Foundation. “Precisamos inverter isso”.

Selim Jahan, diretor do Escritório de Acompanhamento do Desenvolvimento Humano da ONU - que produz um relatório anual de indicadores essenciais como saúde, educação e renda - discordou da análise do ODI, mas concordou a respeito da necessidade de mais fundos e ações.

continua após o anúncio

“Houve um progresso considerável na redução da pobreza extrema”, disse.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247