Mesmo com Itamaraty capacho, Brasil apanha dos EUA

Ao tratar do tema tarifas, o presidente americano citou o Brasil como exemplo de negociação difícil e injusta: "O Brasil é outro caso. É uma beleza. Eles cobram de nós o que querem e, se você perguntar a algumas empresas, elas irão dizer que o Brasil está entre os mais duros do mundo, talvez o mais duro"

Mesmo com Itamaraty capacho, Brasil apanha dos EUA
Mesmo com Itamaraty capacho, Brasil apanha dos EUA (Foto: REUTERS/Yuri Gripas)


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Leandra Felipe, da Agência Brasil - Mesmo com uma política externa subserviente aos interesses norte-americanos, o Brasil não parece estar agradando. O presidente Donald Trump criticou hoje (1º) as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos. Em entrevista coletiva sobre o novo acordo comercial entre o país, o Canadá e o México (o novo Nafta), firmado neste domingo (30), Trump afirmou que o comércio Brasil-EUA é injusto e que o Brasil trata "injustamente" companhias norte-americanas. Mesmo 

Ao responder a uma pergunta sobre as relações comerciais entre a Índia e os Estados Unidos, Trump disse que o país asiático cobra "tarifas absurdas", muito altas, e que nenhum governo anterior "falou disso".

Ao tratar do tema tarifas, o presidente americano citou o Brasil como exemplo de negociação difícil e injusta: "O Brasil é outro caso. É uma beleza. Eles cobram de nós o que querem e, se você perguntar a algumas empresas, elas irão dizer que o Brasil está entre os mais duros do mundo, talvez o mais duro".

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E completou: "E nós nunca chamamos o Brasil para dizer: 'olha, vocês estão tratando nossas empresas injustamente, tratando nosso país injustamente'".

Na coletiva, o presidente Trump tocou várias vezes na questão do tratamento recebido pelos Estados Unidos nas relações comerciais, que considerou injustas e desfavoráveis para o país. "Somos perdedores em todos os acordos que temos. Se você olhar para quase qualquer país, vai ver que nós temos um déficit comercial. Nós perdemos com todos", afirmou.

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Os Estados Unidos são o segundo maior mercado exportador do Brasil, perdendo somente para a China. Os principais itens exportados para os Estados Unidos são óleo bruto de petróleo, aviões e produtos manufaturados de ferro e de aço.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Servicos, no ano passado, o superávit do Brasil para com os Estados Unidos foi de US$ 2,06 bilhões. O país exportou para os Estados Unidos US$ 26,872 bilhões e importou de lá um total de US$ 24,846 bilhões.

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No ano passado, a economia norte-americana recebeu 12,3% do total exportado pelo Brasil. No caso da China, o percentual foi de 21,8%.

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