Merkel vence eleição na Alemanha, mas coalizão ainda é incerta

Pesquisa de boca de urna mostrou o bloco conservador de Merkel, formado pela União Democrata Cristã (CDU) e a União Social Cristã Bávara (CSU), com 42%, a sua pontuação mais forte desde 1990, o que a fez declarar-se vencedora; mas a sondagem não deu uma indicação clara se seus aliados do Partido Democrático Liberal (FDP), com 4,7%, contribuiriam com sua volta ao Parlamento

Pesquisa de boca de urna mostrou o bloco conservador de Merkel, formado pela União Democrata Cristã (CDU) e a União Social Cristã Bávara (CSU), com 42%, a sua pontuação mais forte desde 1990, o que a fez declarar-se vencedora; mas a sondagem não deu uma indicação clara se seus aliados do Partido Democrático Liberal (FDP), com 4,7%, contribuiriam com sua volta ao Parlamento
Pesquisa de boca de urna mostrou o bloco conservador de Merkel, formado pela União Democrata Cristã (CDU) e a União Social Cristã Bávara (CSU), com 42%, a sua pontuação mais forte desde 1990, o que a fez declarar-se vencedora; mas a sondagem não deu uma indicação clara se seus aliados do Partido Democrático Liberal (FDP), com 4,7%, contribuiriam com sua volta ao Parlamento (Foto: Valter Lima)


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Por Stephen Brown e Noah Barkin

BERLIM, 22 Set (Reuters) - A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, obteve uma grande vitória pessoal na eleição deste domingo, se aproximando da primeira maioria absoluta no Parlamento em meio século, um sinal de apoio à sua firme liderança na crise do euro.

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Os resultados parciais colocam seu bloco conservador, formado pela União Democrata Cristã (CDU) e a União Social Cristã Bávara (CSU), com 42,5 por cento dos votos, o que, se confirmado, seria o seu resultado mais forte desde 1990, ano da unificação alemã.

O resultado poderia dar a Merkel uma vantagem de alguns assentos sobre a oposição conjunta na Câmara Baixa do Parlamento pela primeira vez desde que o conservador primeiro-ministro, Conrad Adenauer, conseguiu essa façanha em 1957. Mas ela ainda pode precisar de um parceiro de coalizão para seu terceiro mandato quando a apuração terminar.

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"Este é um super resultado", disse Merkel a partidários. "Faremos tudo o que pudermos nos próximos quatro anos juntos para torná-los anos de sucesso para a Alemanha."

Houve uma amarga decepção para seu aliado Partido Democrático Liberal (FDP), que parecia ter de deixar o Bundestag, sua primeira ausência da Câmara no pós-guerra.

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O segundo maior partido alemão, o centro-esquerdista Social-Democrata (SPD), sofreu o seu segundo pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial, atingindo apenas 26,4 por cento, depois de uma campanha cheia de gafes liderada pelo ex-ministro das Finanças Peer Steinbrueck.

Um novo partido eurocéptico, o Alternativa para a Alemanha (AfD), ainda pode roubar a maioria parlamentar de Merkel se ultrapassar o limite de 5 por cento necessário para entrar no Congresso. O AfD beirava 4,9 por cento, segundo projeções.

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O radical Partido da Esquerda deve se confirmar como a terceira maior força, com cerca de 8,4 por cento, à frente dos Verdes, com 8 por cento.

Apesar da vitória retumbante, o terceiro mandato de Merkel não será fácil se ela acabar governando sozinha.

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Alguns analistas temem que ela poderia ter problemas para aprovar leis em ambas as casas do Parlamento. A Câmara Alta é dominada por partidos de esquerda, como o SPD e os Verdes.

"Se Merkel não acabar com a maioria absoluta, será uma maioria muito estreita, então isso não tornará as coisas fáceis para ela politicamente", disse um analista político da Universidade Livre de Berlim, Carsten Koschmieder.

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"Ela vai ter que prestar muito mais atenção às pessoas em seu próprio partido, por exemplo aqueles que votaram contra os resgates gregos."

A incerteza sobre o resultado final significa que Merkel ainda pode acabar sendo forçada a formar outra "grande coalizão" com o SPD, com quem governou entre 2005 e 2009.

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O presidente francês, François Hollande, um socialista que esperava uma forte presença do SPD na eleição, foi rápido em cumprimentar Merkel pela vitória. Por telefone, ele convidou a primeira-ministra a visitar Paris após a formação do novo governo, de acordo com a Presidência francesa.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que preside as cúpulas da União Europeia, disse em mensagem de felicitações a Merkel: "Estou confiante de que a Alemanha e seu novo governo vão continuar o seu compromisso e contribuição para a construção de uma Europa pacífica e próspera a serviço de todos os seus cidadãos."

Merkel, filha de um pastor protestante que cresceu atrás da cortina de ferro na Alemanha Oriental, está a caminho de se tornar a terceira primeira-ministra no pós-guerra a vencer três eleições, depois de Adenauer e seu mentor Helmut Kohl.

(Reportagem adicional de Annika Breidthardt, Sarah Marsh, Madeline Chambers, Sophie Duvernoy, Erik Kirschbaum e Gareth Jones)

 

 

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