Merkel se vê pressionada a mudar política sobre imigrantes

Chanceler alemã está parecendo cada vez mais isolada na sua política de abrir as portas para refugiados, depois de o líder dos aliados bávaros de seu partido sugerir nesta semana que ela está impermeável às opiniões das outras pessoas sobre o assunto; a Alemanha atraiu 1,1 milhão de refugiados em busca de asilo no ano passado

Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante sessão parlamentar, em Berlim. 13/01/2016 REUTERS/Fabrizio Bensch
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante sessão parlamentar, em Berlim. 13/01/2016 REUTERS/Fabrizio Bensch (Foto: Gisele Federicce)


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Por Paul Carrel e Thorsten Severin

BERLIM (Reuters) - A chanceler alemã, Angela Merkel, está parecendo cada vez mais isolada na sua política de abrir as portas para refugiados, depois do líder dos aliados bávaros de seu partido sugerir nesta semana que ela está impermeável às opiniões das outras pessoas sobre o assunto.

"Chanceleres em um estado avançado dos seus mandatos só acreditam neles mesmos", disse Horst Seehofer, líder da União Social Cristã (USC), em uma reunião do partido, na quinta-feira, durante uma discussão sobre a política de refugiados de Merkel.

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A Alemanha atraiu 1,1 milhão de refugiados em busca de asilo no ano passado, motivando pedidos em todo o espectro político por uma mudança na maneira como o país está lidando com o fluxo de refugiados chegando à Europa para escapar da guerra e da pobreza da Síria, Afeganistão e outros lugares.

Mas Merkel, no seu terceiro mandato desde que chegou ao poder em 2005, resistiu às pressões domésticas para fechar as fronteiras e por um campo de refugiados.

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Com três eleições regionais em março, Merkel está enfrentando o momento mais difícil do seu período como chanceler por causa da maneira de lidar com a crise dos refugiados.

Na semana passada, as pesquisas mostraram queda no apoio ao seu bloco conservador, do qual 44 membros escreveram a ela pedindo por uma mudança de curso, e o respeitado presidente, Joachim Gauck, disse que não há nada de imoral em limitar o fluxo de refugiados.

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A Áustria anunciou um limite na quarta-feira - uma medida que, segundo Merkel, "não ajudou".

Participantes da reunião em portas fechadas do CSU confirmaram os comentários de Seehofer, que também foram publicados pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung, neste sábado.

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Seehofer, cujo estado da Bavária é o ponto de entrada na Alemanha da maioria dos refugiados, está sob intensa pressão das municipalidades locais para pressionar o governo federal a reduzir o fluxo de chegadas e tem sido uma pedra no sapato de Merkel nesse asssunto.

As próximas eleições federais da Alemanha serão realizadas no outono de 2017. Merkel ainda não disse se pretende perseguir um quarto mandato, apesar de alguns veículos de imprensa terem começado a especular sobre o seu futuro.

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