Merkel promete combater intolerância após passeata contra Islã

Um dia depois de manifestantes anti-Islã marcharem em números recordes em Dresden, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu governo fará tudo o que puder para lutar contra a intolerância, chamando a discriminação religiosa de "humanamente repreensível"; cerca de 25 mil manifestantes, alguns carregando cartazes que mostravam Merkel com um lenço na cabeça, realizaram uma passeata em Dresden na segunda (12) para exigir regras imigratórias mais severas e um fim ao multiculturalismo na Alemanha, casa de 4 milhões de muçulmanos

Um dia depois de manifestantes anti-Islã marcharem em números recordes em Dresden, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu governo fará tudo o que puder para lutar contra a intolerância, chamando a discriminação religiosa de "humanamente repreensível"; cerca de 25 mil manifestantes, alguns carregando cartazes que mostravam Merkel com um lenço na cabeça, realizaram uma passeata em Dresden na segunda (12) para exigir regras imigratórias mais severas e um fim ao multiculturalismo na Alemanha, casa de 4 milhões de muçulmanos
Um dia depois de manifestantes anti-Islã marcharem em números recordes em Dresden, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu governo fará tudo o que puder para lutar contra a intolerância, chamando a discriminação religiosa de "humanamente repreensível"; cerca de 25 mil manifestantes, alguns carregando cartazes que mostravam Merkel com um lenço na cabeça, realizaram uma passeata em Dresden na segunda (12) para exigir regras imigratórias mais severas e um fim ao multiculturalismo na Alemanha, casa de 4 milhões de muçulmanos (Foto: Valter Lima)


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Por Noah Barkin e Stephen Brown

BERLIM (Reuters) - Um dia depois de manifestantes anti-Islã marcharem em números recordes em Dresden, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu governo fará tudo o que puder para lutar contra a intolerância, chamando a discriminação religiosa de "humanamente repreensível".

Cerca de 25 mil manifestantes, alguns carregando cartazes que mostravam Merkel com um lenço na cabeça, realizaram uma passeata em Dresden na segunda-feira para exigir regras imigratórias mais severas e um fim ao multiculturalismo na Alemanha, casa de 4 milhões de muçulmanos, a maioria de origem turca.

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O movimento chamado Pegida, ou Europeus Patrióticos contra a Islamização do Ocidente, atraiu menos simpatizantes em outras cidades, e contraprotestos, que se opunham ao racismo, tiveram um número bem maior de participantes.

Falando em Berlim, Merkel expressou um dos seus mais fortes repúdios ao Pegida.

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"O que precisamos fazer agora é usar todos os meios à nossa disposição para combater a intolerância e a violência”, disse ela.

“Excluir grupos por causa da sua fé, isso não é digno do Estado livre em que vivemos. Isso não é compatível com os nossos valores essenciais, e é humanamente repreensível. Xenofobia, racismo, extremismo não têm lugar aqui”, acrescentou.

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Uma pesquisa recente da Fundação Bertelsmann mostrou que 57 por cento dos alemães que não são muçulmanos se sentem ameaçados pelo Islã. O levantamento foi feito antes dos ataques em Paris.

Na segunda-feira, Merkel declarou que o Islã era uma parte central da Alemanha moderna, um comentário que foi estampado nas primeiras páginas dos jornais.

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