Mercosul vê 'ruptura da ordem democrática' na Venezuela
Os países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) divulgaram neste sábado um comunicado conjunto apontando "ruptura da ordem democrática" na Venezuela, depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), instância máxima do judiciário do país, assumiu os deveres da Assembleia Nacional, que tem maioria de oposição ao presidente Nicolás Maduro; mais cedo neste sábado, o TSJ recuou da decisão de intervir no Parlamento do país
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247 - Os países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) divulgaram neste sábado um comunicado conjunto apontando "ruptura da ordem democrática" na Venezuela, depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), instância máxima do judiciário do país, assumiu os deveres da Assembleia Nacional, que tem maioria de oposição ao presidente Nicolás Maduro.
Mais cedo neste sábado, o TSJ recuou da decisão de intervir no Parlamento do país. O documento, divulgado após reunião dos chanceleres dos quatro países, em Buenos Aires, pede que o governo da Venezuela adote "imediatamente medidas concretas, concertadas com a oposição, de acordo com as disposições da Constituição da República Bolivariana da Venezuela e demais normas aplicáveis, para assegurar a efetiva separação de poderes, o respeito ao Estado de Direito, aos direitos humanos e às instituições democráticas."
No comunicado, os quatro países também "exortam" o governo de Maduro a "respeitar o cronograma eleitoral" e a "garantir o pleno gozo dos direitos humanos, das garantias individuais e das liberdades fundamentais e a libertar os presos políticos."
As tensões políticas na Venezuela aumentaram desde outubro do ano passado, quando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país adiou, por seis meses, as eleições regionais que deveriam ocorrer em dezembro. O país também passa por uma grave crise econômica e de abastecimento, que vem levando venezuelanos a deixarem o país.
O comunicado do Mercosul também informa que serão feitas consultas com a Venezuela com o objetivo de "restabelecimento da plena vigência das instituições democráticas nesse país, acompanhando o mencionado processo."
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