Mercados emergentes devem ter fuga de capital de US$ 448 bi este ano
É o que aponta o Instituto de Finanças Internacionais; após alguns anos difíceis, os títulos e ações de mercados emergentes estão a caminho de outro ano de fuga de capitais provocada pela desaceleração do crescimento global e endividamento corporativo; a expectativa é de que tenha em 2016 saídas incluindo erros e omissões de 448 bilhões de dólares, segundo o instituto;o grupo afirmou que fortes saídas da China, que refletem preocupações com a moeda e crescimento, são o principal fator por trás das perdas em 2015
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Por Tariro Mzezewa
NOVA YORK (Reuters) - Após alguns anos difíceis, os títulos e ações de mercados emergentes estão a caminho de outro ano de fuga de capitais provocada pela desaceleração do crescimento global e endividamento corporativo, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).
Os mercados emergente registraram saída líquida de capital de 735 bilhões de dólares em 2015, mais do que o esperado, ante 111 bilhões em 2014. A expectativa é de que tenha em 2016 saídas incluindo erros e omissões de 448 bilhões de dólares, de acordo com relatório do IIF divulgado nesta quarta-feira.
O grupo afirmou que fortes saídas da China, que refletem preocupações com a moeda e crescimento, são o principal fator por trás das perdas em 2015. A China teve fuga de 676 bilhões de dólares em 2015, de acordo com o IIF.
"Mas a fraqueza vai bem além da China já que temos visto uma fuga persistente de capital de portfólios de uma ampla faixa de mercados emergentes, com os investidores cada vez mais preocupados com as perspectivas de crescimento e alto endividamento corporativo", disse o diretor-gerente e economista-chefe do IIF Charles Collyns.
A organização afirmou que Brasil, Turquia e África do Sul são alguns dos países mais vulneráveis à contínua redução nos mercados emergentes devido à fraqueza na política macroeconômica, altos níveis de dívidas corporativas em moeda estrangeira e significativos déficits de conta corrente.
Há alguns países bem posicionados como Índia e México. Mas com os temores sobre a China e recessão pelo segundo ano seguido no Brasil e na Rússia, muitos temem que os retornos de investimentos não devem se recuperar em breve.
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