Médicos sem Fronteiras: 355 pessoas morreram em ataque químico na Síria

Três hospitais próximos a Damasco relataram 355 mortes depois de um suposto ataque químico na última quarta-feira, que levou a 3.600 admissões nos hospitais com sintomas neurotóxicos causados por gás, informou a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no sábado

A boy, affected by what activists say was a gas attack, is treated at a medical center in the Damascus suburbs of Saqba, August 21, 2013. Syria's opposition accused government forces of gassing hundreds of people on Wednesday by firing rockets that releas
A boy, affected by what activists say was a gas attack, is treated at a medical center in the Damascus suburbs of Saqba, August 21, 2013. Syria's opposition accused government forces of gassing hundreds of people on Wednesday by firing rockets that releas (Foto: Leonardo Attuch)


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PARIS, 24 Ago (Reuters) - Três hospitais próximos a Damasco relataram 355 mortes depois de um suposto ataque químico na última quarta-feira, que levou a 3.600 admissões nos hospitais com sintomas neurotóxicos causados por gás, informou a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no sábado.

A oposição síria acusou as forças do governo de lançaram gases mortais, na quarta-feira, em subúrbios controlados pelos rebeldes em Damasco, matando homens, mulheres e crianças que dormiam.

Estimativas da oposição para o número de mortos variam de 500 a bem mais que o dobro desse número, mas como observadores da ONU não conseguem visitar o local, não houve uma verificação de órgão independente.

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O MSF não tem pessoal próprio na região de Damasco, mas tem apoiado os hospitais e redes de médicos no local desde 2012.

"Os sintomas reportados dos pacientes, além do padrão epidemiológico dos eventos - caracterizado pelo influxo massivo de pacientes num curto período de tempo, a origem dos pacientes, e a contaminação de trabalhadores de assistência médica e de primeiros socorros - indicam fortemente a exposição em massa a um agente neurotóxico", disse o diretor de operações do MSF, Bart Janssens, em um comunicado.

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"Isso constituiria uma violação do direito internacional humanitário, que absolutamente proíbe o uso de armas químicas e biológicas".

Janssens disse que a MSF não poderia confirmar a causa dos sintomas ou dizer quem foi o responsável pelo ataque, mas que tinha enviado 7 mil frascos de atropina - um antídoto contra agentes nervosos.

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(Reportagem de John Irish)

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