Me deixem voltar, pede líder catalão à Espanha

O líder separatista da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu neste sábado que o governo espanhol o deixe voltar à Espanha a tempo para a sessão de abertura do Parlamento catalão em 23 de janeiro, para que ele possa se tornar o próximo presidente da região; Puigdemont, que governou a Catalunha até outubro e que enfrenta pedido de prisão na Espanha por seu papel na organização de um referendo ilegal pela independência e proclamação de uma república catalã, está atualmente em um auto-imposto exílio na Bélgica

Líder da Catalunha, Carles Puigdemont, durante entrevista com a Reuters, em Barcelona 29/09/2017 REUTERS/Jon Nazca
Líder da Catalunha, Carles Puigdemont, durante entrevista com a Reuters, em Barcelona 29/09/2017 REUTERS/Jon Nazca (Foto: Romulo Faro)


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BRUXELAS (Reuters) - O líder separatista da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu neste sábado que o governo espanhol o deixe voltar à Espanha a tempo para a sessão de abertura do Parlamento catalão em 23 de janeiro, para que ele possa se tornar o próximo presidente da região.

Puigdemont, que governou a Catalunha até outubro e que enfrenta pedido de prisão na Espanha por seu papel na organização de um referendo ilegal pela independência e proclamação de uma república catalã, está atualmente em um auto-imposto exílio na Bélgica.

Partidos separatistas garantiram uma maioria parlamentar em eleição regional na quinta-feira, ainda que não esteja claro se Puigdemont e outros líderes presos do movimento serão capazes de participar das sessões da assembleia.

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"Eu quero voltar à Catalunha o mais cedo possível. Eu gostaria de voltar agora. Seria uma boa notícia para a Espanha", disse Puigdemont à Reuters em entrevista.

Perguntado se voltaria a tempo para a sessão de abertura que deve ocorrer no mais tardar em 23 de janeiro, ele disse: "Seria natural. Caso eu não seja permitido de ser empossado como presidente, seria uma grande anormalidade para o sistema democrático espanhol."

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"Eu sou presidente do governo regional e vou permanecer rpesidente se a Espanha respeitar o resultado das urnas", acrescentou.

Puigdemont, que pediu um diálogo com o governo espanhol para resolver as tensões atuais entre a região turbulenta e as autoridades em Madri, disse estar pronto para ouvir qualquer oferta do primeiro-ministro Mariano Rajoy, mesmo que essa oferta fosse falta de independência.

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