‘Me dá pena, pena pelo Brasil’, diz Mujica sobre manobra de Temer para se salvar na Câmara

Em entrevista à BBC, o ex-presidente uruguaio José "Pepe" Mujica afirma que o atual cenário político "gera a imagem de um Brasil muito doente" e lamenta a manobra feita para salvar Michel Temer da denúncia de corrupção passiva oferecida à Câmara pela Procuradoria-Geral da República; "Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo", disse; ele afirma não acreditar em "nenhuma" nas acusações contra Lula e diz que as reformas do governo Temer representam "mais de 50 anos de atraso"

Em entrevista à BBC, o ex-presidente uruguaio José "Pepe" Mujica afirma que o atual cenário político "gera a imagem de um Brasil muito doente" e lamenta a manobra feita para salvar Michel Temer da denúncia de corrupção passiva oferecida à Câmara pela Procuradoria-Geral da República; "Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo", disse; ele afirma não acreditar em "nenhuma" nas acusações contra Lula e diz que as reformas do governo Temer representam "mais de 50 anos de atraso"
Em entrevista à BBC, o ex-presidente uruguaio José "Pepe" Mujica afirma que o atual cenário político "gera a imagem de um Brasil muito doente" e lamenta a manobra feita para salvar Michel Temer da denúncia de corrupção passiva oferecida à Câmara pela Procuradoria-Geral da República; "Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo", disse; ele afirma não acreditar em "nenhuma" nas acusações contra Lula e diz que as reformas do governo Temer representam "mais de 50 anos de atraso" (Foto: Charles Nisz)


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247 - "Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo".

O lamento é do ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica, que analisa a situação política no Brasil em entrevista à BBC (confira aqui a íntegra).

Na conversa com a jornalista Marcia Carmo, ele diz não acreditar em "nenhuma" das acusações em que o ex-presidente Lula é réu, critica as delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato e diz que as reformas do governo Temer representam "mais de 50 anos de atraso".

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Para ele, "o que está acontecendo no Brasil hoje tem antecedentes". "Eu não posso separar isso da forma como expulsaram Dilma Rousseff da Presidência", avalia. "Porque é evidente que no Brasil tudo ganhou um tom conspirativo de extrema-direita que está atropelando um conjunto de conquistas e melhoras sociais", explica.

Sobre o juiz Sergio Moro, que condenou Lula e sequestrou todos os seus bens, faz a seguinte descrição: "acho que ele está trabalhando no compasso desses setores ultraconservadores e, na verdade, o que se percebe é que pretendem fechar o caminho para a candidatura de Lula, porque de outra forma é difícil que possam evitar que ele vença". 

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Mujica diz ainda que há um avanço do "falso moralismo" no País.

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