Massacre de palestinos por milicianos cristãos nos campos de Sabra e Chatila completa 40 anos sem punição

Massacre nos campos de refugiados no Líbano, que deixou entre 800 e 2 mil mortos, contou com a conivência de tropas israelenses

Massacre de Sabra e Chatila
Massacre de Sabra e Chatila (Foto: Palestinian Media Watch/Institute for Palestine Studies)


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247 - O massacre de palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no Líbano, por milicianos cristãos,completa 40 anos sem sair da memória dos sobreviventes e sem que ninguém tenha sido punido. A chacina, que aconteceu entre os dias 16 e 18 de setembro de 1982, deixou um número incerto de vítimas, que variam entre 800 e 2 mil, conforme as estimativas. O massacre também matou ao menos 100 libaneses e alguns sírios.

A matança contou com a conivência de tropas israelenses, que haviam invadido o país em meio a uma guerra civil, e isolaram os campos enquanto os milicianos atacavam os refugiados desarmados.

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Apesar da indignação mundial, ninguém foi preso ou julgado pelo massacre ocorrido poucos dias após o presidente eleito do Líbano, Bashir Gemayel, ter sido assassinado. Gemayel era visto como uma espécie de herói pelos cristãos libaneses, embora também fosse odiado por uma parte da população por sua cooperação com Israel. 

Uma investigação conduzida por Israel apontou que diversos oficiais, incluindo o então ministro da Defesa Ariel Sharon, foram responsáveis indiretos pela chacina. A responsabilidade do massacre também foi atribuída ao então diretor de inteligência das Forças Libanesas, uma milícia cristã de extrema-direita, Elie Hobeika.

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