Maomé chora e perdoa na capa do Charlie Hebdo

Jornal satírico "Charlie Hebdo" voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua primeira capa após o atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na última quarta (7); na nova capa, o profeta do islamismo aparece chorando, com a frase "Je suis Charlie", lema dos protestos contra o ataque; acima da imagem, a frase "Tout est pardonné" (Tudo é perdoado); a primeira edição do semanário francês terá uma tiragem de 3 milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil, em 16 línguas

Jornal satírico "Charlie Hebdo" voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua primeira capa após o atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na última quarta (7); na nova capa, o profeta do islamismo aparece chorando, com a frase "Je suis Charlie", lema dos protestos contra o ataque; acima da imagem, a frase "Tout est pardonné" (Tudo é perdoado); a primeira edição do semanário francês terá uma tiragem de 3 milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil, em 16 línguas
Jornal satírico "Charlie Hebdo" voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua primeira capa após o atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na última quarta (7); na nova capa, o profeta do islamismo aparece chorando, com a frase "Je suis Charlie", lema dos protestos contra o ataque; acima da imagem, a frase "Tout est pardonné" (Tudo é perdoado); a primeira edição do semanário francês terá uma tiragem de 3 milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil, em 16 línguas (Foto: Valter Lima)


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247 - O jornal satírico "Charlie Hebdo" voltará a colocar uma representação do profeta Maomé em sua primeira capa após o atentado em sua redação, que matou 12 pessoas em Paris, na última quarta (7).

Na nova capa, o profeta do islamismo aparece chorando, com a frase "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie, em francês), lema dos protestos contra o ataque. Acima da imagem, a frase "Tout est pardonné" (Tudo é perdoado).

A primeira edição do semanário francês terá uma tiragem de 3 milhões de exemplares, em vez dos tradicionais 60 mil, em 16 línguas. O semanário vai às bancas na próxima quarta, quando a tragédia completa uma semana.

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A capa foi desenhada pelo cartunista Luz, que sobreviveu à tragédia por ter acordado atrasado para a reunião de pauta no dia do atentado.

O ataque à redação do "Charlie Hebdo" terminou com a morte do diretor do jornal, Stéphane Charbonnier, o Charb, além dos cartunistas Jean Cabot (Cabu), Georges Wolinski, Bernard Verlhac (Tignous) e Philippe Honoré (Honoré).

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Além deles, outras sete pessoas foram mortas. Os autores da ação, os irmãos Said e Chérif Kouachi, disseram ter agido a mando da Al Qaeda na Península Arábica, filial iemenita da rede terrorista. Os dois foram mortos na sexta (9), em um cerco policial.

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