Manifestantes são denunciados após tensão em protesto antivacina na Itália

Um dia após milhares de pessoas se reunirem em protestos tensos contra a vacinação e o uso do passe sanitário, diversas pessoas foram denunciadas pela polícia da Itália neste domingo (7)

Protesto antivacina na Itália
Protesto antivacina na Itália (Foto: Ansa)


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(ANSA) - Um dia após milhares de pessoas se reunirem em protestos tensos contra a vacinação e o uso do passe sanitário, diversas pessoas foram denunciadas pela polícia da Itália neste domingo (7).

Em Milão, 11 pessoas foram indiciadas e outras 115 foram identificadas em virtude da abertura de um inquérito pelo Ministério Público contra as manifestações.

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As acusações são por diversos motivos, incluindo manifestações não anunciadas, interrupção do serviço público, violência privada, resistência a um funcionário público, falta de cumprimento das disposições da autoridade judiciária e difamação da República, das instituições constitucionais e das forças armadas.

No território milanês, o protesto, que não seguiu o caminho indicado pelo delegado Giuseppe Petronzi, registrou atos violentos, como empurrões e insultos, contra jornalistas e operadores.

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Em Trieste, por outro lado, foram denunciadas 18 pessoas no balanço divulgado sobre as medidas adotadas pela delegacia de polícia local.

"Nunca devemos baixar a guarda perante o risco de que pequenas minorias de extremistas possam perturbar a conduta pacífica das várias formas de protesto, com o único objetivo de criar agitação", alertou a ministra do Interior da Itália, Luciana Lamorgese, em entrevista ao "Il Messaggero".

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Ontem, um grupo de manifestantes provocou um caos nos protestos "No Vax" e "No Green Pass" em Milão e Trieste, onde houve a tentativa de invasão na Piazza Unità d'Italia, local que estava com barreiras implementadas pelas autoridades devido a um decreto que proíbe a realização de atos na área.

Segundo o coordenador do Comitê Técnico-Científico da Itália, Franco Locatelli, as manifestações contra o passe sanitário são "difíceis de compreender, para não dizer o limite do injustificável, sobretudo quando conduzem à violência".

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"Na verdade, tudo o que se fez neste país foi tentar oferecer as melhores condições de proteção e repito para mim próprio que temos a situação mais favorável da Europa justamente por causa das vacinas, manutenção de máscaras, passe verde, três pilares fundamentais", concluiu ele criticando os movimentos antivacinas e contra o certificado sanitário. (ANSA)

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