Manifestantes pró-independência da Catalunha fecham aeroporto de Barcelona

Manifestantes pró-independência da Catalunha foram reprimidos no aeroporto de El Prat, em Barcelona, e em outros locais da cidade nesta segunda-feira (14)

Protesto pró-Catalunha no aeroporto de El Prat, em Barcelona.
Protesto pró-Catalunha no aeroporto de El Prat, em Barcelona. (Foto: Sputnik)


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Sputnik Brasil - O ato ocorreu após a Suprema Corte da Espanha condenar políticos catalães envolvidos no plebiscito de 2017 que tentou separar a comunidade autônoma do país. O Judiciário condenou os líderes do movimento a penas de 9 a 13 anos de cadeia e emitiu um mandado de prisão europeu contra o ex-presidente regional Carles Puigdemont.

Multidões foram às ruas de Barcelona poucos minutos após a decisão. Logo, o Tsunami Democrático, um grupo local a favor de uma forma mais ativa de desobediência civil, convidou dezenas de milhares de seus membros a marchar no aeroporto da cidade, localizado a 15 quilômetros do centro de Barcelona.

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O aeroporto então viu ferozes lutas entre as multidões de manifestantes e a Polícia de choque destacada para o local.

Apesar da resistência policial, cerca de 8 mil manifestantes conseguiram entrar e suspenderam as operações do aeroporto. Centenas de voos foram cancelados. 

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Há protestos massivos em outros locais da capital catalã, que teve algumas de suas ruas fechadas. Outros municípios da região autônoma, como Girona e Lleida, também recebem atos dos separatistas.

As tensões entre os catalães e o governo central espanhol quase não diminuíram ao longo dos dois anos desde a mal sucedida votação da independência, que Madri declarou ilegal e inválida.

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A decisão do tribunal que sentenciou nove dos 12 líderes separatistas a longas penas de prisão provavelmente reacenderá as tensões.

O presidente da Catalunha, Quim Torra, criticou a decisão do Supremo da Espanha e a classificou como um "ato de vingança, não um ato de justiça".

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Puigdemont, ex-presidente regional e rosto do movimento separatista, que permanece exilado na Bélgica, disse que a decisão da Suprema Corte é uma "atrocidade". 

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