Manifestantes de Hong Kong radicalizam para impedir diálogo

Manifestantes de Hong Kong continuam apostando em uma estratégia violenta e desestabilizadora em contraste com a política de diálogo da governadora Carrie Lam

Carrie Lam
Carrie Lam (Foto: Agência Brasil)


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Reuters - Bradando slogans contra o governo, manifestantes de Hong Kong interditaram ruas ao redor de um estádio onde a líder da cidade, Carrie Lam, realizou um primeiro “diálogo aberto” com a população nesta quinta-feira (26) na tentativa de encerrar mais de três meses de tumultos muitas vezes violentos.

Os ativistas bloquearam as estradas e permaneceram irredutíveis apesar dos avisos da polícia. Mais de quatro horas após o término da sessão de diálogo, um comboio que levava Lam e outros altos funcionários deixou o prédio sob escolta policial.

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Dentro do Estádio Rainha Elizabeth dos tempos coloniais britânicos, moradores haviam criticado Carrie mais cedo, acusando-a de ignorar o público e exacerbando uma crise sem fim à vista.

Ela havia começado dizendo que seu governo arca com a maior responsabilidade pela resolução da crise.

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“Toda a tempestade foi causada pelo projeto de lei de extradição iniciado pelo governo”, afirmou Carrie. “Se queremos nos afastar da dificuldade e encontrar uma saída, o governo tem que assumir a maior responsabilidade sobre isso.”

Protestos contra o já descartado projeto de lei, que teria permitido que criminosos fossem enviados para julgamento na China continental, se transformaram em clamores mais abrangentes pela "democracia".

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As manifestações foram retomadas assim que a sessão de diálogo terminou. Ativistas bloquearam ruas ao redor do estádio com grades de ferro.

A revolta veio na esteira de um evento que foi notável por não ter sido a cortina de fumaça que muitos previram, com Carrie encarando diretamente uma plateia frequentemente crítica e hostil, ainda ressentida com o estrago que atribui à líder apoiada por Pequim.

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Carrie conversou com 150 membros da comunidade, alguns dos quais a criticaram por cercear as liberdades eleitorais, ignorar a opinião pública e se recusar a permitir um inquérito independente sobre as alegações de brutalidade policial. 

Uma mulher pediu a Carrie que renuncie, dizendo que ela não é mais capaz de liderar.

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