Mais importante jornal de medicina do mundo quebra tradição e critica Trump por atuação na pandemia

New England Journal of Medicine, mais importante publicação do gênero em nível mundial, se posicionou politicamente pela primeira vez em 208 anos ao condenar a atuação do presidente dos EUA, Donald Trump, no combate à pandemia de Covid-19

(Foto: REUTERS/Carlos Barria)


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247 - Após 208 anos sem expressar qualquer posicionamento político, a mais prestigiosa publicação de medicina do mundo, o New England Journal of Medicine, quebrou essa tradição ao publicar na última quarta-feira (7) um editorial criticando a postura do presidente estadunidense, Donald Trump, em relação à pandemia. 

O texto, intitulado “Morrendo num vácuo de liderança” e assinado por 34 editores, afirma que Trump “transformou uma crise em tragédia”. “Por que os Estados Unidos enfrentou a pandemia tão mal?”, questiona o editorial. “Falhamos em quase todos os passos. Tivemos ampla advertência, mas quando a doença chegou, fomos incapazes de testar efetivamente e não conseguimos providenciar nem os mais básicos equipamentos de proteção individual aos profissionais de saúde e ao público geral”, diz o texto.

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O editorial conclui que "nossos líderes erodiram a confiança na ciência e no governo, causando um dano que certamente durará mais que eles mesmos”.

A publicação não chegou a endossar o candidato opositor à presidência, Joe Biden, mas a mensagem de que uma mudança na liderança é necessária é clara.

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Em setembro, outra prestigiosa publicação científica, a Scientific American, também quebrou a tradição de não se envolver em política e declarou apoio a Biden.

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