Mais de 1 bi de crianças sofreram violência em 2015
Mais de um bilhão de meninos e meninas, entre dois e 17 anos, o que representa metade de todas as crianças do mundo, sofreram alguma agressão física, sexual ou psicológica em 2015; a informação é da representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Violência contra Crianças, Marta Santos Pais; segundo ela, mais de 50 países têm leis que proíbem a violência contra menores, mas a especialista advertiu que isso não é suficiente, pois menos de 10% das crianças do mundo são protegidas por lei
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247 - Mais de um bilhão de meninos e meninas, entre dois e 17 anos, o que representa metade de todas as crianças do mundo, sofreram alguma agressão física, sexual ou psicológica em 2015. A informação é da representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Violência contra Crianças, Marta Santos Pais.
A especialista ressalta que, embora o assunto seja mais discutido atualmente do que há dez anos, o cenário não melhorou na última década. Segundo ela, a situação em 2015 foi tão lamentável quanto há dez anos.
Ao comentar sobre o tráfico humano, Marta alertou sobre os riscos de predadores sexuais e do cyberbullying, pois, de acordo com a representante, existe um número maior de crianças sendo traficadas como consequência das novas tecnologias. Em algumas regiões, mais de 60% das vítimas são crianças.
Em entrevista ao Centro de Notícias da ONU, ela destacou que o total de imagens on-line depreciando crianças aumenta de forma dramática: na última década, o total de fotos na internet de abuso sexual de menores subiu mais de 1.500%. Mais de 80% das imagens são de crianças com menos de 10 anos e várias de crianças de apenas dois anos.
A representante reforçou que a internet fornece oportunidade para as crianças aprenderem sobre seus direitos, mas considera fundamental ensiná-las sobre o risco de se tornarem vítimas de violência, de abuso sexual ou de humilhação.
Segundo Marta, mais de 50 países têm leis que proíbem a violência contra menores, mas a especialista advertiu que isso não é suficiente, pois menos de 10% das crianças do mundo são protegidas por lei.
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