Maioria dos peruanos quer afastamento de presidente

Maioria dos peruanos quer que o presidente Pedro Pablo Kuczynski deixe o cargo, de acordo com uma pesquisa divulgada neste domingo, depois que seus índices de aprovação caíram drasticamente com as revelações de que empresas ligadas a ele receberam pagamentos da empreiteira brasileira Odebrecht; pesquisa, realizada pelo instituto Ipsos Peru para o jornal El Comercio,revela que apenas 18% dos peruanos mantêm opinião favorável sobre a administração de Kuczynski

Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynsk, diz que Odebrecht terá que vender projetos no país .2
Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynsk, diz que Odebrecht terá que vender projetos no país .2 (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - A maioria dos peruanos quer que o presidente Pedro Pablo Kuczynski deixe o cargo, de acordo com uma pesquisa divulgada neste domingo, depois que seus índices de aprovação caíram drasticamente com as revelações de que empresas ligadas a ele receberam pagamentos da empreiteira brasileira Odebrecht.

A pesquisa, realizada pelo instituto Ipsos Peru para o jornal El Comercio, vem à tona apenas quatro dias antes do Congresso votar pela permanência ou não de Kuczynski no cargo.

A pesquisa revelou que apenas 18 por cento dos peruanos mantêm opinião favorável sobre a administração de Kuczynski. São nove pontos percentuais a menos do que o que mostrou a pesquisa de novembro.

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Cinquenta e sete por cento dos entrevistados agora preferem que ele deixe a presidência, disse a Ipsos.

Os novos dados sugerem que os peruanos estão rapidamente perdendo confiança em Kuczynski depois que documentos enviados ao Congresso comprovaram que a Odebrecht pagou 4,8 milhões de dólares para duas empresas de propriedade de Kuczynski ou de um associado comercial próximo para serviços financeiros e de assessoria.

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O número de peruanos que o reprovam aumentou 10 pontos percentuais e agora chegou a 75 por cento, segundo a Ipsos.

Kuczynski, que negou quaisquer ligações com a Odebrecht, resistiu aos pedidos de renúncia dizendo que não há nada ilegal em sua conduta.

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A Odebrecht, que admitiu em um acordo judicial no ano passado ter subornado funcionários de governos de 12 países, incluindo o Peru, argumentou no sábado que os 4,8 milhões de dólares eram pagamentos legítimos e não faziam parte do esquema de subornos.

No final da sexta-feira, legisladores aprovaram uma moção para iniciar procedimentos para uma votação prevista para a quinta-feira para destronar Kuczynski.

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Caso ele seja retirado do cargo, o vice-presidente Martin Vizcarra, que também atua como embaixador no Canadá, assumirá a presidência. Novas eleições só seriam convocadas se Vizcarra, bem como o segundo vice-presidente da Kuczynski, renunciassem ou fossem indeferidos.

Na pesquisa, 67 por cento dos peruanos disseram que novas eleições devem ser realizadas. Apenas 30 por cento disseram que Vizcarra deve assumir.

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"Neste ponto, parece inevitável que Kuczynski caia", disse o presidente da Ipsos, Alfredo Torres. "Independente da legalidade de sua conduta...é inegável que sua credibilidade foi profundamente prejudicada."

Dois ex-presidentes peruanos, Ollanta Humala e Alejandro Toledo, viram seus nomes também ligados ao esquema de propinas da Odebrecht - acusação negada por ambos. Humala foi preso em julho e aguarda julgamento e as autoridades esperam extraditar Toledo dos Estados Unidos.

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A pesquisa da Ipsos Peru consultou 1.287 peruanos e foi realizada de 13 a 15 de dezembro com margem de erro de 2,7 pontos percentuais.

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