Maioria da América Latina dará voto pela Palestina
Governo brasileiro é um dos que fazem campanha em favor da concessão do novo status à Palestina, de "entidade" observadora para "Estado não-membro" na Assembleia Geral da ONU; embaixador Cesário Melantonio Neto, foi enviado a Nova York para colaborar nas articulações
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Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A maioria dos países da América Latina deve votar nesta quinta-feira 29 a favor da concessão do status de Estado observador para a Palestina na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Há dúvidas sobre como votarão as delegações da Colômbia, do Panamá e da Guatemala, cujos governos não apoiam a Organização de Libertação da Palestina (OLP). O Brasil faz campanha em favor da concessão do status à Palestina.
O emissário do Brasil para o Oriente Médio mais a Turquia e o Irã, embaixador Cesário Melantonio Neto, foi enviado a Nova York para colaborar nas articulações. Os Estados Unidos e Israel buscam aliados na campanha contrária à resolução. A União Europeia está fragmentada em relação à medida.
A proposta é aprovada se obtiver a maioria dos votos. A delegação da Palestina intensificou as negociações nos últimos dias e espera conseguir o apoio de, no mínimo, 140 dos 193 países que integram a Assembleia Geral das Nações Unidas. Porém, as articulações são cercadas de cuidados para evitar retaliações financeiras ou diplomáticas.
Na América Latina, a Palestina conta com o apoio integral do Brasil, da Argentina, do Chile, do Peru, da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua. A campanha em favor da resolução foi lançada, há dois anos, pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Na ocasião, esbarrou em resistências no Conselho de Segurança da ONU.
Na União Europeia, os palestinos contam com o apoio da Finlândia, Espanha, França, Áustria, Irlanda, Grécia e Dinamarca. Mas há resistências, por exemplo, da Alemanha que sinalizou ser contrária à proposta.
Atualmente apenas o Vaticano detém o status de Estado observador na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. O status permite que a delegação acompanhe o tema e manifeste-se, mas sem direito a voto. No entanto, para os palestinos, esse é o primeiro passo para avançar na campanha em favor da criação do Estado independente da Palestina.
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