Maior atentado em dois anos: 8 são mortos em crime racial e misógino em Atlanta, EUA
6 das vítimas eram mulheres de ascendência asiática. Segundo autoridades, o homem diz ter um "vício em sexo", e descontou nas mulheres, que eram vistas como "fontes de tentação"
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247 - Um atirador em massa branco, Roberto Aaron Long, de 21 anos, é o responsável pelo maior atentado em dois anos nos EUA, que deixou 8 mortos em três spas em Atlanta, no estado da Geórgia na noite da última terça (16).
A acusação formal ocorreu nesta quinta (18).
6 das vítimas eram mulheres de ascendência asiática. Segundo autoridades, Long diz ter um "vício em sexo" e via as mulheres como uma "fonte de tentação".
“Ele aparentemente tem um problema, o que ele considera um vício em sexo, e vê esses locais como algo que lhe permite ir a eles, e é uma tentação para ele que ele queria eliminar”, disse o capitão Jay Baker do condado de Cherokee, conforme reportado na Al Jazeera.
Os tiroteios parecem ter ocorrido na “intersecção de violência de gênero, misoginia e xenofobia”, disse a deputada estadual Bee Nguyen, a primeira representante de ascêndencia vietnamita na Câmara da Geórgia.
O preconceito contra a comunidade asiática vem aumentando nos últimos tempos por conta da desinformação sobre as origens da pandemia da Covid-19. Este se insere na lógica da supremacia branca, apontam ativistas.
“Os tiroteios aconteceram sob o trauma do aumento da violência contra os americanos de origem asiática, alimentados pela supremacia branca e racismo sistêmico", diz uma nota da Asian Americans Advancing Justice-Atlanta.
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