Maduro "ocupa" loja de eletrodomésticos na Venezuela
Governo socialista enviou soldados para forçar venda de produtos a preços mais baixos; operação é contra o que as autoridades veem como uma onda de especulação que está afetando a economia do país
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CARACAS, 10 Nov (Reuters) - O governo socialista do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, "ocupou" no sábado uma loja de eletrodomésticos em uma operação contra o que as autoridades veem como uma onda de especulação dos preços que está afetando a economia do país.
As autoridades detiveram vários administradores da rede local Daka, que tem 500 funcionários, enviaram soldados para as lojas e obrigaram a empresa a começar a vender os produtos a preços mais baixos.
Ao ouvir a notícia, uma multidão que buscava aparelhos com preços mais baixos foi às lojas Daka e houve, inclusive, um saque em uma loja da empresa no centro da cidade de Valência.
"A inflação está nos matando. Não tenho certeza se isso é certo, mas algo deve ser feito. Acredito que é direito fazer as pessoas venderem as coisas a preços justos", disse Carlos Rangel, que fazia fila junto a cerca de 500 pessoas nas portas de uma loja Daka em Caracas.
Maduro, que acusa empresários ricos e seus adversários políticos de direita de desatar uma "guerra" contra ele, disse que a ocupação da loja Daka era apenas "a ponta do iceberg" em uma campanha nacional contra os especuladores.
Durante o dia, funcionários do governo fiscalizaram pelo menos outras três redes de lojas de eletrodomésticos e brinquedos.
Em discurso na tarde de sábado, o presidente condenou o saque de uma loja em Valência, mas disse que foi um incidente isolado e que os verdadeiros criminosos eram os empresários sem escrúpulos que exploram os venezuelanos com aumentos injustificados de preços.
"Aqueles que têm saqueado a Venezuela são os senhores, parasitas burgueses", disse Maduro, acusando a rede Daka de aumentar os preços de alguns produtos acima de 1.000 por cento do custo.
(Reportagem de Deisy Buitrago, com reportagem adicional de Carlos Rawlins)
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