Maduro diz que pode prender gerentes da Heinz por sabotagem

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que os gerentes das operações da Kraft Heinz no país podem ser presos caso sejam comprovadas denúncias de "sabotagem"; Maduro afirmou que trabalhadores denunciaram a companhia alimentícia por paralisação "injustificável" das linhas de produção; "Se os gerentes estão cometendo sabotagem, aqui está o chefe da Sabin (serviço de inteligência da Venezuela) e ele irá colocá-los na prisão", disse; "Chega da burguesia. Prendam-os", completou; declaração acontece poucos dias antes das eleições legislativa venezuelanas e é vista por analistas como uma maneira de Maduro conseguir apoio popular

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. 01/12/2015 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. 01/12/2015 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Os gerentes das operações venezuelanas da Kraft Heinz podem ser presos caso seja comprovada "sabotagem", disse o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na noite de terça-feira na televisão estatal.

A ação mais recente contra uma companhia multinacional na Venezuela ocorre poucos dias antes das eleições legislativas, nas quais o Partido Socialista, de Maduro, deve perder a maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez em uma década e meia.

Essa não é a primeira vez que o presidente realiza campanhas contra líderes empresariais e ordena prisões, seguindo os passos do antecessor Hugo Chávez, que expropriou operações de pequenos negócios a multinacionais na Venezuela.

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Maduro disse durante um programa televisivo de quatro horas de duração que trabalhadores denunciaram a companhia alimentícia por paralisação "injustificável" das linhas de produção. "Se os gerentes estão cometendo sabotagem, aqui está o chefe da Sabin (serviço de inteligência da Venezuela) e ele irá colocá-los na prisão", disse Maduro, acrescentando que autoridades iriam visitar fábricas nesta quarta-feira. "Chega da burguesia. Prendam-os".

A economia é uma das principais preocupações dos eleitores na Venezuela, com inflação considerada na casa dos três dígitos e falta dos bens mais necessários, que levam a longas filas nos mercados.

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Críticos veem a retórica antiempresas de Maduro como uma tentativa de angariar apoio antes da eleição de domingo, e dizem que atacar empresas só irá piorar a escassez.

(Reportagem de Girish Gupta e Eyanir Chinea)

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