Maduro diz que parlamento venezuelano está à beira da auto-dissolução

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insistiu que o Parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, está à beira da auto-dissolução; "Pelo caminho que vai [o Parlamento], está rumo à auto-dissolução e à convocatória de novas eleições para a Assembleia Nacional", disse;  representantes da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) assinaram documento comprometendo-se a acatar as decisões do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que declarou recentemente que o Parlamento estava "em desobediência"

Presidente venezuelano Nicolás Maduro faz discurso em Caracas.  REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Presidente venezuelano Nicolás Maduro faz discurso em Caracas. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Paulo Emílio)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Lusa - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insistiu nessa quarta-feira (4) que o Parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, está à beira da auto-dissolução.

"Pelo caminho que vai [o Parlamento], está rumo à auto-dissolução e à convocatória de novas eleições para a Assembleia Nacional", disse.

Maduro falou em Caracas, durante cerimônia de posse de novos ministros, no Quartel da Montanha, transmitida em cadeia obrigatória de rádio e televisão.

continua após o anúncio

O presidente explicou que, no âmbito do processo de diálogo entre o governo e a oposição, representantes da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) assinaram documento comprometendo-se a acatar as decisões do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que declarou recentemente que o Parlamento estava "em desobediência".

Nicolás Maduro disse ainda que Júlio Borges, do partido opositor Primeiro Justiça, que nesta quinta-feira assume o cargo de presidente do Parlamento, se comprometeu a acatar as decisões do STJ e a participar das iniciativas de diálogo social, econômico e político que o seu governo prepara.

continua após o anúncio

"Espero que cumpra com a sua palavra", declarou o presidente, acrescentando que não confia em todos os representantes da MUD.

Em 27 de dezembro passado, a Organização de Estados Americanos (OEA) apelou ao governo da Venezuela para que respeite a nova direção do Parlamento.

continua após o anúncio

"Qualquer interferência na eleição das autoridades da Assembleia Nacional, por parte do Poder Executivo ou do Poder Judiciário, implica desconhecimento absoluto dos princípios essenciais da democracia, que são a separação e independência de poderes", defende a OEA em comunicado.

A posição da OEA surgiu quando o Parlamento venezuelano se preparava para mudar a presidência rotativa, que deve passar hoje (5) de Ramos Allup, do partido Ação Democrática, para Júlio Borges, do partido Primeiro Justiça.

continua após o anúncio

Segundo a organização, uma possível interferência no funcionamento do Parlamento, onde a oposição detém a maioria, representaria também "deixar de lado a legitimidade que o povo da Venezuela deu à Assembleia Nacional e dar mais um passo na consolidação de um regime autoritário".

A oposição venezuelana tem denunciado que o governo pretende levantar a imunidade parlamentar dos deputados da oposição e usar o Poder Judiciário para impor um presidente afeto ao regime. Além disso, analisa a possibilidade de dissolver o órgão de soberania.

continua após o anúncio

Em 18 de dezembro último, o presidente Nicolás Maduro pediu aos seus apoiadores, durante manifestação em Caracas, que empreendessem ações contra o Parlamento, que definiu como "nefasto e inepto", prevendo que ele teria pouco tempo de existência.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247