Maduro: direita atenta contra universidades
"Não estamos exagerando. Não só queimaram a Unefa [Universidade Nacional Experimental das Forças Armadas] do estado de Táchira, queimaram 15 universidades no país, e hoje denuncio ao mundo", disse o presidente venezuelano; neste sábado, tanto chavistas quanto opositores ocuparam as ruas da capital, Caracas, em marchas com objetivos distintos; número de mortes em protesto sobe para 33
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Das agências Télam e Venezuelana de Notícias
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje (22) a extrema direita de ter atentado contra 15 universidades.
"Não estamos exagerando. Não só queimaram a Unefa [Universidade Nacional Experimental das Forças Armadas] do estado de Táchira, queimaram 15 universidades no país, e hoje denuncio ao mundo", disse Maduro a estudantes universitários que marcharam a favor da paz e em repúdio aos ataques atribuídos a partidos políticos de extrema direita.
Neste sábado, tanto chavistas quanto opositores do presidente Maduro ocuparam as ruas da capital, Caracas, em marchas com objetivos distintos.
Enquanto a oposição pede pela liberdade dos detidos nos protestos que se sucedem no país desde o mês passado, os partidários do governo mobilizam-se contra atos de vandalismo atribuídos aos opositores de Maduro.
O próprio presidente, que convocou a marcha, foi à concentração e ressaltou o fato de os estudantes terem ocupado as ruas desde cedo neste sábado. "Saúdo os jovens estudantes da Venezuela que estão nas ruas hoje e que me esperam para esta marcha. Saio daqui direto para a marcha", disse Maduro, do Palácio de Miraflores, onde coordenou solenidade pelo Dia Mundial da Água.
Para ele, se há uma marcha que tenha justificativa, é esta de hoje, feita para condenar os atos de vandalismo e destruição ocorridos durante os protestos contra seu governo, que tiveram início em meados de fevereiro.
A marcha da oposição, convocada pelo ex-prefeito de Chacao e um dos principais adversários de Maduro Leopoldo López, que está preso há cerca de um mês em um presídio perto de Caracas, incluiu representantes do movimento estudantil e da Mesa de Unidade Democrática (MUD), coalização de partidos de tendência social-democrata que se opõem aos chavistas.
Os oposicionistas começaram a se concentrar desde cedo em cinco pontos da capital, de onde saíram marchas lideradas por diferentes líderes que se encontrariam em uma grande concentração no município de Chacao, que foi o epicentro dos protestos.
Abaixo, reportagem da Reuters sobre a elevação do número de mortos em protestos:
Número de mortes em protestos na Venezuela sobe para 33
Por Diego Ore
CARACAS, 22 Mar (Reuters) - Dois venezuelanos morreram por ferimentos causados por tiros durante os protestos contra o presidente socialista Nicolas Maduro, disseram testemunhas e a mídia local no sábado, elevando o número de mortes em quase dois meses de protestos contra o governo para 33.
Manifestantes da oposição que se queixam de aumento dos preços e escassez de produtos prometeram permanecer nas ruas até que Maduro renuncie, apesar de haver poucos sinais de que a pior onda de protestos no país em uma década irá forçá-lo a sair do cargo.
Argenis Hernandez, 26 anos, foi baleado no abdômen quando estava protestando perto de uma barricada no centro da cidade de Valência e morreu na manhã de sábado em um hospital próximo, de acordo com relatos da mídia local.
Um motociclista tentou atravessar a barricada e atirou contra os manifestantes quando eles não o deixavam passar, ferindo Hernandez.
O motorista Wilfredo Rey, 31, morreu na sexta-feira à noite depois de ser baleado na cabeça durante um confronto entre manifestantes e pistoleiros encapuzados na cidade ocidental de San Cristobal, de acordo com moradores do bairro onde ocorreu o incidente. Rey não estava envolvido nos protestos, disseram.
Protestos de rua da oposição começaram em fevereiro contra o aumento dos preços ao consumidor, a escassez de produtos e criminalidade desenfreada. Eles se intensificaram depois que três pessoas foram mortas em 12 de fevereiro, no centro de Caracas.
As manifestações, desde então, têm variado de marchas pacíficas a confrontos violentos entre a polícia e manifestantes encapuzados atirando pedras e coquetéis molotov.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247